Palmer Luckey deixou a Oculus e o Facebook; o que isso significa?

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da Revista Mundo 360

Palmer Luckey, fundador da Oculus, deixou a empresa no dia 30 de março de 2017. . Sua empresa comprada pelo Facebook por US$ 2 bilhões em 2014 – mais de R$ 6 bi na conversão direta. A negociação transformou a empresa no motor de realidade virtual de Mark Zuckerberg.

Zuckerberg elogiou Luckey, que tem 24 anos, ao anunciar sua demissão. “Sentiremos a falta de Palmer com carinho. O legado de Palmer se estende muito além da Oculus. Seu espírito inventivo ajudou a moderna revolução da realidade virtual a dar o passo inicial e ajudou a construir uma indústria. Nós somos agradecidos por tudo que ele fez pela Oculus e pela realidade virtual, e nós desejamos o melhor a ele”, afirmou o Facebook em nota oficial.

Apesar do brilhantismo de Palmer Luckey ao desenvolver o Oculus Rift entre 2010 e 2012 e lançá-lo como crowdfunding, o posicionamento político de Luckey conservador provocou controvérsia.

Ele foi pessoalmente até o Alasca entregar um exemplar do Oculus Rift à primeira pessoa que apoiou o projeto, quando era apenas uma campanha de financiamento coletivo na internet. Mas isso foi ofuscado pelo financiamento de sites que ofendiam a candidata republicana Hillary Clinton à presidência dos Estados Unidos em setembro de 2016.

Luckey doou US$ 10 mil ao grupo Nimble America, que fazia campanha de shitposting na internet e fora dela a favor do candidato republicano Donald Trump. A repercussão foi tão negativa que o empreendedor desapareceu de redes sociais como Facebook e Twitter.

Na época ele escreveu: “Eu peço profundas desculpas de que minhas ações estão impactando negativamente a percepção da Oculus e de seus parceiros. As recentes notícias sobre mim não representam com exatidão as minhas visões”, escreveu em uma postagem que pretendia esclarecer alguns detalhes nebulosos da história.

O que isso significa? Qual será o futuro?

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Na Oculus, Luckey recebeu talentos como John Carmack, um dos criadores de Doom nos anos 90. Carmack ainda é CTO da Oculus. Em janeiro deste ano, o brasileiro Hugo Barra, ex-Xiaomi (a “Apple chinesa”, deixou seu cargo na empresa asiática para assumir o setor de realidade virtual do Facebook. Anteriormente, ele trabalhou na divisão Android do Google.

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A herança do criador do pioneiro em realidade virtual no Facebook legou uma empresa e uma divisão sólida para a gigante rede social.

Será que Palmer Luckey fundará uma empresa fora do Facebook? Vamos esperar.

Via G1

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Buzz Aldrin, ex-astronauta, quer levar humanos a Marte em realidade virtual

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da revista Mundo360

O ex-astronauta Buzz Aldrin marcou seu legado há 50 anos como o segundo homem a andar na Lua. Em palestra no South by Southwest (SXSW), ele afirma que agora quer nos levar até Marte.

Aldrin tem doutorado do MIT e fez duas parcerias. Uma com a 8i e a outra com a Life VR. O objetivo é criar uma experiência de realidade virtual chamada “Cycling Pathways to Mars”, que ele apresentou em Austin.

O filme em realidade virtual é tanto uma façanha técnica quanto uma maneira eficaz de explicar como vamos chegar ao planeta vermelho.

O ex-astronauta projetou um veículo para transportar seres humanos para Marte de forma rápida e eficiente. O filme em VR será lançado para o Viveport da Steam e o HTC Vive no dia 17 de março e, na sequência, para o Oculus Rift. A 8i também criou um holograma 3D de Aldrin usando captura volumétrica, isso significa que você poderá caminhar com Aldrin como se ele estivesse na sala com você.

Outras pessoas pesquisam no mesmo campo. A SpaceX de Elon Musk também está planejando enviar humanos para Marte em 2024. Cada foguete levaria cerca de 100 passageiros ao planeta a cada 26 meses. Jeff Bezos, o chefão da Amazon, também criou uma startup de viagem espacial, a Blue Origin, focada para missões marcianas.

Aldrin foi palestrante na Campus Party Brasil 2013.

E ai, parece uma ideia viajada? Veja o vídeo abaixo.


Via IDGNow

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Queremos que você colabore com a Mundo360: Com textos, vídeos e conteúdo

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da revista Mundo360

A revista Mundo360 foi a primeira brasileira dedicada a realidade virtual, aumentada e mista. Lançada entre julho e agosto de 2016, a publicação foi pioneira em dar o devido destaque a VR na mídia brasileira. Foi destaque no Catraca Livre, AdNews, Meio & Mensagem e é vendida em diferentes formatos.

Tem cerca de cinco mil exemplares em circulação e fez ações com a Discovery.

Em 2017, a revista fez uma parceria com o site de games Drops de Jogos para atualizar este blog. Com os editores e jornalistas Renato Bazan e Kao Tokio, estamos dando um gás nos conteúdos focados em realidade virtual e inovação.

Agora abrimos espaço para você, caro leitor.

Queremos receber seu vídeo 360, seu game em VR e seu conteúdo.

A Mundo360 busca autores e uma comunidade que queira construir conteúdo em conjunto.

Entre em contato conosco pelo email dropsdejogos@gmail.com.

Queremos saber o que você acha sobre VR e como podemos melhorar o fluxo de notícias do site.

Contamos com você.

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Headset de realidade virtual funciona imerso na água

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da revista Mundo360

Os desenvolvedores Stephen Greenwood e Allan Evans da  Avegant Glyph desenvolveram uma solução de VR à prova d’água. O aparelho é um par de óculos de realidade virtual tipo Google Cardboard com um smartphone resistente ao ambiente úmido.

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O celular usado no experimento é um Samsung Galaxy Edge. O site UploadVR testou a tecnologia com fones, ouvindo Space Oddity de David Bowie.

A experiência foi registrada em vídeo. Confira.


Se for fazer o experimento, tenha ajuda de outra pessoa para evitar que você esbarre em espaços físicos da piscina. Boa sorte.

Via UploadVR

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Fundador da revista Mundo360 fala de VR/AR em evento do Rio e Campus Party

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da revista Mundo360

Rodrigo Arnaut, diretor do Esconderijo das Crianças e fundador da revista Mundo360, falou sobre realidade virtual e aumentada no evento Marco Zero, no Museu do Amanhã do Rio de Janeiro, e na Campus Party Brasil 2017, maior feira de tecnologia nacional em São Paulo. Arnaut falou com Rodrigo Terra (EraTransmidia), Rodrigo Calabrezi (CruelByte), Pedro Zambarda (Drops de Jogos/Mundo360) e Renato Bazan (Drops de Jogos/Mundo360) na CP.

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O Marco Zero foi realizado pelo GMRJ (Grupo de Midia RJ) e teve a distribuição de aproximadamente 400 VRs da revista Mundo360 numa ação inédita para a Discovery

“A plataforma Discovery VR está pronta para as marcas contarem histórias imersivas, inclusive com case no Brasil, para a LATAM com passeios virtuais em Safaris na África, e cases nos EUA, para Gilette e Toyota. Estamos há seis anos no grupo EraTransmidia estudando e discutindo como estes temas apresentados no Marco Zero. Queremos saber como as tecnologias VR vão impactar o consumo de mídia e o comportamento de audiência, que está mudando drasticamente”, explicou.

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Rodrigo Arnaut relaciona o futuro brasileiro com o incentivo e a popularização das tecnologias de ponta, que ainda são caras e sobretaxadas na nossa nação. “Os países latinos possuem uma vontade grande de querer conversar. Os players que enxergarem como essas tecnologias podem engajar mais audiência dão a certeza que iremos caminhar para um país mais otimista, mais integrado e conectado”, finaliza.

Na Campus Party, o fundador da revista participou de uma palestra no Palco de Entretenimento no dia 1º de fevereiro, às 15h15, falando sobre realidade aumentada nos jogos e HoloLens, com testes ao vivo. Numa segunda participação, em 2 de fevereiro às 17h15, ele falou sobre como vender conteúdo em VR.

“A realidade virtual vai se desenvolver sobretudo na educação, mas sem dúvida alguma os games são vanguarda pela facilidade dentro da inovação”, disse o jornalista Renato Bazan, que abordou pesquisas acadêmicas sobre VR. Pedro Zambarda e Rodrigo Arnaut concordaram com Bazan, explicando diferenças entre VR, AR e realidade mista.

Entre os óculos de VR, a Pimax quer se diferenciar com resolução 8K

Por Renato Bazan, colaborador da Mundo360 e colunista do Drops de Jogos

Na corrida cada vez mais intensa de competidores entre visores de Realidade Virtual, todo dia surge um novo oponente com algum diferencial. Em janeiro deste ano, durante a CES 2017, foi a vez da Pimax.

A empresa já era conhecida entre os entusiastas da VR por ter criado um óculos para celular, similar ao Gear VR da Samsung, mas com resolução 4K. Nesta edição da Consumer Electronics Show (CES), maior feira de tecnologia do mundo, ele deram um passo além: Apresentaram um novo aparelho com 4K por olho (3840×2160 de cada lado), e um campo de visão de 200º – muito maior do que os 120 graus do Oculus Rift. O capacete ainda não tem nome.

O novo modelo da Pimax terá uma latência de 18 milissegundos, algo particularmente benéfico para suas capacidades de mapeamento de posição. A tecnologia de rastreamento será feita com acessórios que misturam o conceito de canhões infra-vermelhos do Vive com a solução por câmeras do Rift.

De acordo com a empresa, a tecnologia dos monitores será o LCD tradicional, o que pode gerar certa desconfiança entre potenciais compradores. Entre outros obstáculos, esse tipo de tela sofre com o problema do “ghosting” (manchas temporárias que surgem com movimentos rápidos), alta persistência de imagem e taxas de contraste muito inferiores às alternativas. A Pimax diz que isso não será um problema, por ter inventado novas formas de usar o LCD.

Um outro problema que pode surgir com um aparelho tão ambicioso, embora não seja diretamente relacionado ao visor, é encontrar um computador com capacidade para fazê-lo funcionar de forma eficiente. Que tipo de placa de vídeo o usuário precisaria ter para rodar um software com 8K de resolução a 90 quadros por segundo? Nem mesmo as melhores placas do mercado conseguiriam boa performance.

O fato de estarmos vendo novas empresas entrando na arena da Realidade Virtual é sempre positivo, mas com novos saltos é preciso controlar o otimismo. Em 2015, uma outra empresa, a Starbreeze Studios, tentou inaugurar o ramo dos óculos super-wide com o StarVR, um aparelho com 5K de resolução em 210º de cone de visão. Apesar da empolgação, o visor encontrou tantos problemas de produção e usabilidade que acabou em algum canto escuro em menos de um ano. Vamos torcer para que o caso aqui seja outro.

Gostaríamos de ir na E3 2017 para cobrir VR e precisamos da sua contribuição

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da revista Mundo360

Texto originalmente postado no Drops de Jogos.

O Drops de Jogos e a revista Mundo360 querem comparecer em peso na E3 2017, a maior feira de games do mundo em Los Angeles, nos Estados Unidos, que ocorrerá entre os dias 13 e 17 de junho do ano que vem. Vamos cobrir videogames e realidade virtual, a nova tendência do momento. Para viabilizar o projeto de maneira independente, abrimos o nosso primeiro crowdfunding pelo Catarse.

Por que estamos pedindo dinheiro dos nossos leitores, apoiadores e fãs?


Éramos relutantes com a ideia e só faríamos isso num projeto que exige investimento. A E3 é o principal evento do setor e gostaríamos de estar mais presentes no evento. Já cobrimos ele assistindo as principais conferências pela internet.

Em 2016, tivemos uma repórter, a Mayara Fortin, in loco nos Estados Unidos. No ano de 2017, o DJ quer estar com uma equipe completa em Los Angeles, de duas até três pessoas.

Queremos escrever, gravar vídeos rápidos e fazer filmagens de fôlego. O nosso intuito é dar uma cobertura das conferências, dos principais gameplays e finalizar a reportagem com um mini-documentário de 15 até 20 minutos no YouTube.

>>Por isso, escolhemos a plataforma Catarse. A meta é acumular R$ 25 mil para viabilizar as reportagens com dois ou mais repórteres.

>>O tempo será curto. Temos 60 dias para viabilizar o financiamento coletivo (crowdfunding). A campanha é “Tudo ou Nada”.

Se você doar ao Catarse e a campanha atingir R$ 25 mil, você ganha o nosso agradecimento (valores acima de R$ 10) ou brindes (acima de R$ 100), que podem ser um boneco Funko Pop ou uma camiseta de sua escolha. Se não bater a meta, você recebe o dinheiro de volta.

Quem fará o projeto?

Serão os editores Kao Tokio e Pedro Zambarda.

Pedro é jornalista profissional desde 2008 e sempre esteve na cena brasileira de jogos, assessorando empresas ou fazendo coberturas. Foi repórter e redator geral do site EXAME.com e colunista do site TechTudo (Globo.com). É editor-chefe do Drops de Jogos e do Geração Gamer. É repórter freelancer do site Diário do Centro do Mundo.

Kao foi professor de design de games e atuou em sites consagrados, como GameStorming (da revista INFO) e Play’n’Biz. Trabalhou em sites como Geek e GameCultura. É o editor de conteúdo do Drops de Jogos.

O que faremos com o financiamento?

– Cobrir as principais conferências das grandes empresas: Electronic Arts, Bethesda, Ubisoft, Sony e Microsoft;
– Análise completa da feira, incluindo games expostos;
– Gameplay dos lançamentos disponíveis na feira;
– Entrevistas com desenvolvedores e produtores;
– Cobertura do IndieCade, setor de jogos independentes da E3;
– Documentário final, entre 15 e 20 minutos, para YouTube sobre a feira.

Dúvidas frequentes

Quantas pessoas farão a cobertura jornalística? Duas, o editor-chefe e o editor de conteúdo, alternando entre apuração de campo e evento geral. Existe a possibilidade de uma terceira repórter, dependendo do que a gente conseguir arrecadar.

Onde serão publicadas as reportagens? De graça no site do Drops de Jogos ou no nosso canal de YouTube.

Por que recorremos ao Catarse? Entendemos que o bom jornalismo e a reportagem internacional precisam ser financiados. Precisamos de verba para enviar os dois editores do site para cobrir a feira em Los Angeles, nos Estados Unidos. O valor de R$ 25 mil é para financiar uma viagem de uma semana de dois jornalistas e os doadores podem receber contrapartidas por suas contribuições.

Como eu recebo minhas recompensas? Por email, enviando mensagem para dropsdejogos@gmail.com com o título “Eu quero meu Boneco Funko/Camiseta” e a descrição com a sua doação (valor e screenshot) e os detalhes do produto que você deseja.

Como vocês chegaram neste valor? Orçamos uma viagem para dois jornalistas na atual cotação do dólar mais os 13% que o Catarse cobra, cerca de R$ 3 mil no atual orçamento.

O que acontece se a meta não for atingida? O Catarse devolve o dinheiro. Todo. Na íntegra.

A doação é fechada nesta cobertura, mas aceitamos sugestões dos contribuidores para novos trabalhos. A arrecadação vai durar por dois meses (60 dias), entre 31 de dezembro de 2016 e 1º de março de 2017.

Como foi nossa cobertura anterior da feira?

Você pode ler abaixo os textos da Mayara Fortin, nossa primeira correspondente nos EUA.

Meu 1º dia na maior feira global de games
Meu 2º dia na maior feira global de games
Meu 3º dia na maior feira global de games
Meu 4º dia na maior feira global de games
Primeiras impressões de Battlefield 1
Conheça 5 games do IndieCade de 2016

Ainda restam mais dúvidas?

Comente abaixo, poste nas nossas redes sociais ou mande email para dropsdejogos@gmail.com.

Agradecemos sua atenção e contamos com sua colaboração para tornar esta cobertura uma realidade.