Evento anuncia DayDream como loja virtual e serviços do Google para VR e games

Por Kao Tokio, editor de conteúdo do Drops de Jogos e da Mundo360

O Google vem dando força total à tecnologia de 3D e realidade virtujal com novidades nos projetos da empresa. A mais recente investida do empreendimento na área é o anúncio do DayDream, que deixa de ser apenas um dispositivo para imersão em 3D (no caso, o DayDream View) e passa a ser tratado como um pacote de serviços online.

Foi o que se viu no Playtime, evento fechado da empresa que apresentou sua estratégia de ação para RA, RV e realidade mista. O DayDream, portanto, não será apenas a “máscara” para os celulares preparados para o aplicativo, mas uma loja virtual para experiências imersivas com games e outras soluções de entretenimento e serviço.

Os sistemas hoje já compatíveis com a novidade são YouTube, Play Filmes, Hulu, Netflix, Jaunt, HBO Now e games da desenvolvedora EA, que rodam na plataforma VR especialmente criada para os dispositivos com Android. A loja virtual oferece mais de 30 jogos produzidos para uso com o aparelho.
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“O evento foi exclusivo para as empresas que tem parceria com o Google Play. A Carranca ganhou o Big Booth do BIG Festival 216, e aí enviou, no mesmo evento, os jogos para avaliação, pois o pessoal do Google estava lá”, comentou Raul Tabajara, desenvolvedor indie da Carranca Games, que esteve presente como um dos 100 convidados do evento. Raul explicou que passou nos testes e agora será acelerada na condição de parceira oficial do Google Play.

Além dos celulares do próprio Google, Pixel e Pixel XL, a empresa indicou uma lista de aparelhos de outros fabricantes também compatíveis com o dispositivo DayDream. A seleção de equipamentos pode ser visualizada no espaços dedicado ao VR do site.

Para Raul Tabajara, criador de games como Zumbi Olé e Kaiju, este último desenvolvido para uso de óculos de realidade virtual, o dispositivo de VR DayDream do Google é um dos melhores aparelhos apresentados na atualidade. “Vai bombar!”, exclamou.

Peronio Pop-up Book, jogo do OvniStudios, chega ao Gear VR

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da revista Mundo360

Peronio, jogo do OvniStudios de Tiago Moraes, já estava disponível no Cardboard do Google e agora está disponível no Gear VR da Samsung. O Pop-up Book de profissões para criaças foi premiado pelo Vuforia Vision Award e foi finalista do BIG Festival e do Unity Awards.

O game é genuinamente de realidade mista, trazendo recursos de realidade virtual e aumentada dependendo dos usos dos smartphones. É possível mergulhar num cenário 3D ou ver diferentes profissões – como arqueólogo, médico e outras – através da câmera do celular, de cara com um livro.

Quer saber mais? Veja o vídeo do game. O anúncio foi no dia 22 de novembro de 2016.

Opinião: The Game Awards vai premiar realidade virtual e isso é importante para jogos

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da revista Mundo360

Foram anunciados nestes dias os jogos finalistas do The Game Awards, a maior premiação de videogames que ocorre tradicionalmente no final do ano. O evento está marcado para o dia 1º de dezembro de 2016, às 23h30 no horário de Brasília.

A novidade deste ano são as categorias eSports e realidade virtual. Ou seja, VR tornou-se, de fato, uma categoria relevante dentro do segmento de videogames eletrônicos.

São cinco jogos finalistas: Batman: Arkham VR (Rocksteady Studios/Warner Bros. Interactive Entertainment), Eve: Valkyrie (CCP Games), Job Simulator (Owlchemy Labs), Rez Infinite (Enhance Games) e Thumper (Drool). É bom conhecer cada um dos produtos que estão sendo reconhecidos pela maior premiação do setor.

Arkham VR foi sensação na BGS 2016, maior feira de games brasileira, e coloca o jogador na pele do homem-morcego. Você se vê com a máscara do super-herói de Gotham City e mostra todo o potencial gráfico de VR num título mainstream. É um forte candidato a ganhar o TGA pela sua boa receptividade.

Em demo desde 2013, Eve era aguardado e chegou compatível com PSVR, Oculus Rift e HTC Vive neste ano. O jogo traz naves e conflitos de players contra players.

Job Simulator é literalmente um game em que você assume o papel do cozinheiro para entregar os pedidos para o garçom. Não traz os gráficos mais impressionantes em realidade virtual, mas tem um apelo grande no quesito diversão.

Rez revive um game do PlayStation 2 numa exploração em 360 graus com cores e gráficos diversos. O jogo traz uma ação ritmada.

Por fim, Thumper traz uma velocidade brutal e até terror num game também de ação ritmada. Ele compõe com Rez os jogos de exploração inicial da tecnologia VR.

Apesar de serem títulos de estilos limitados, realidade virtual mostra que veio para ficar entre os videogames. A TGA consagrará a tecnologia como um dos pilares de inovação nos jogos eletrônicos. E o reconhecimento nesta edição de 2016 mostra que este ano serviu para a consolidação do VR entre os consumidores finais.

Novidades grandes ainda virão em 2017 e 2018.

Confira quatro vídeos que abordam a cena brasileira de realidade virtual

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da revista Mundo360

O site parceiro Drops de Jogos tem um programa de entrevistas que abordou realidade virtual em diferentes momentos. O Drops Debate entrevistou diferentes personalidades de VR no Brasil para entender sobre a tecnologia em nosso país.

Fábio Hofnik, organizador do evento BRVR, explica sobre sua carreira no cinema e nos registros 360 para abordar os diversos gadgets de realidade virtual e mista.



Pioneiro em disponibilizar uma casa arcade para VR, Leandro Sarubbi explica qual é o conceito por trás do estabelecimento VRGamer. Entenda como funciona a loja que permite o uso de realidade virtual por meia hora por R$ 15 em promoção durante dias de semana.



Rodrigo Arnaut, do Esconderijo das Crianças, fala sobre a gênese da revista Mundo360, pioneira em conteúdo e distribuição de cardboard em bancas do Brasil.



Rafael Ferrari e Gabriela Thobias falam como conheceram realidade virtual no Amazonas e hoje criaram a empresa Skullfish Studios em São Paulo.



Extra: Confira o Drops Debate sobre Pokémon GO.

Está cansado de Pokémon GO? Ele é só um aperitivo

Por Renato Bazan, colaborador da Mundo360

Texto originalmente publicado no site Drops de Jogos

Participei de um Drops Debate em que pude dividir uma conversa animada com Pedro Zambarda, Anna Gabriela Coelho e André Fogaça sobre as consequências do lançamento de Pokémon GO. Não faltou nada para completar a pintura surrealista: Gente invadindo delegacias, uma pessoa sem inteligência que jogou o carro numa árvore porque jogava enquanto dirigia, estouros de manadas humanas às 23h para capturar um Vaporeon, fora um indivíduo que desistiu do emprego para se tornar o melhor treinador, como nunca ninguém foi.

O lançamento do jogo abalou as estruturas da moçada.

Por todo o vozerio nas redes sociais, não faltou gente para dizer que já está de saco cheio da modinha, e não sem razão. Mas peço aqui que prestemos atenção a um caso particular na Guatemala, que não pertence ao terreno carnavalesco: O do jovem que foi morto ao sair para caçar Pokémons durante a noite, aparentemente sem motivo. Na companhia do primo, ele andava ao lado de uma ferrovia quando um atirador desconhecido o alvejou. Não se sabe se o jogo esteve envolvido de alguma forma no incidente, mas foi no mínimo a motivação para quem o garoto deixasse a casa.

Não foi a única experiência traumática relacionada ao game, e nem a primeira. O acúmulo delas, no entanto, começa a trazer para a superfície uma discussão que os pioneiros da realidade aumentada já conhecem há um bom tempo. Ela versa sobre a relação das pessoas com o espaço ao redor delas.

Assim como o surgimento da TV nos fez mudar a distribuição de móveis na sala de estar, a realidade aumentada desafia as noções de espaço público quando toma a cidade como tela. A provocação é inevitável: Quando os símbolos e dados conseguem se libertar de suas âncoras de silício e andar pelo nosso plano físico, será possível que continuemos a enxergar as ruas e parques como espaços inertes? Não serão palcos a serem ocupados, livros de colorir feitos de grama e concreto?

Evidente que a tecnologia para que cheguemos a este ponto está em estágio experimental e, portanto, longe do alcance do público, mas Pokémon GO é um excelente laboratório para os estranhos comportamentos que nossos filhos e netos acharão normais. O experimento foi tão bem sucedido que provocou até reações políticas por onde passou: Enquanto nos EUA um deputado já começou a falar em leis específicas para a apropriação do espaço virtual de Nova York, na Bosnia uma ONG redobrou os apelos pela limpeza dos campos minados que restam no país, decorrentes da guerra que devastou a região nos anos 90.

Estes dois retratos são, no fundo, ramificações do mesmo conflito. Diferente do espaço digital da Internet, que se transforma ao gosto do freguês, a realidade aumentada traz consigo uma dureza que nos obriga a repensar a forma como nos relacionamos com o espaço. Se cada faixa de pedestre nos leva a uma nova experiência, os carros deixam de ser mera solução de transporte para virarem ameaças letais no processo de aprendizado.

A própria lógica do tráfego ficará na berlinda à medida em que mais gente adotar esse meio de comunicação. O mesmo pode ser imaginado para as pilhas de lixo não recolhidas ou as regiões em que a segurança pública é ruim – se a cidade retoma seu papel como espaço da relações humanas, não podemos mais ignorar seus problemas e desafios.

Levando esse raciocínio ao limite, a realidade aumentada revela um potencial para que repensemos o espaço público – terá sido a morte de Jerson Lopez de Leon culpa de Pokémon GO ou de toda a sociedade, que descuidou de sua segurança? A menina atropelada nos EUA o foi apenas por descuido, ou serão nossas cidades dedicadas demais à liberdade dos carros?

Como podemos mudar isso?

Esses e outro dilemas deixarão em breve o clubinho dos urbanistas e cairão como bombas nos papos de boteco, à medida em que a RA se popularizar. Junto com eles, surgirão mais e mais comportamentos esquisitos, dignos de qualquer boa ficção cyberpunk.

Se você está achando estranho o que acontece agora com Pokémon GO, é melhor ir se preparando para mais coisas.

Além dos dispositivos mais conhecidos, outros equipamentos disputam o mercado de VR

Por Kao Tokio, editor de conteúdo do Drops de Jogos e colaborador da Mundo360

A realidade virtual está chegando com a força de empreendimentos de grande porte, a exemplo de Valve, Facebook< Google e Sony, entre outros.

Farejando oportunidades com o buzz gerado pela insurgente tecnologia, marcas desconhecidas do grande público começam a lançar seus dispositivos na tentativa de morder uma fatia do mercado de VR.

A mundo360 separou alguns dos gadgets que estão chegando ou já se encontram disponíveis para usuários interessados em arriscar a aquisição de produtos de fabricantes ainda pouco conhecidos.

Xiaomi Mi VR Play

Produzido na China, o aparelho apresenta preço irrisório, abaixo dos US$ 20. Além do óculos de realidade virtual, a empresa está oferecendo aplicativos e soluções para uso, como games, vídeos e experiências interativas com o Youku, serviço de streaming rival do YouTube.

Vuzix iWear


Diferente dos dispositivos mais conhecidos, o Vuzix apresenta visualização de 125 graus a partir de duas telas com 1280 x 720 de resolução. O produto integra fones de ouvido e, por tratar-se de um aparelho open source, promete experiência imersiva com consoles, PCs e players de blue-ray com suporte a 3D.

OSVR

Com um par de displays com tecnologia OLED de 2.160×1,200 pixels de resolução, o OSVR, da Fabricante de periféricos Razer exibe qualidade técnica que pode chamar a atenção do usuário mais hardcore, público tradicional de seus equipamentos. Por enquanto, a empresa não divulgou a data de lançamento prevista.

StarVR

O Starbreeze Studios entrou na disputa por óculos de realidade virtual com o StarVR, aparelho que tem como diferencial a exibição de um panorama com 210 graus de amplitide visual. O projeto foi anunciado em 2015 e promete brigar pelo interesse do consumidor.

Xbox One VR

Na esteira do alvoroço causado pelo lançamento do PSVR, da Sony para o console PlayStation 4, não é de admirar que a Microsoft esteja também desenvolvendo seu próprio dispositivo para o console Xbox One.

Ainda que não existam confirmações a respeito, correm boatos que o Xbox One VR estaria em desenvolvimento para ser lançado no próximo ano junto com um game que faria uso de todas as potencialidades da novidade.

O Pokémon GO botou realidade aumentada no mapa

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos
Texto originalmente publicado na revista Mundo360.

Os números assustam. Pokémon GO foi lançado no dia 6 de julho e já pode ser considerado o game do ano.  Oficialmente o game chegou em 3 de agosto no Brasil, tanto para smartphones Android quanto iPhone.

 

Para um fenômeno que surgiu em 1996, há 20 anos, a franquia Pokémon provou que pode alcançar uma nova popularidade dentro do celular. Os monstros de bolso botaram a realidade aumentada no mapa da inovação tecnológica.

 

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Pokémon GO é sobre capturar o máximo de monstros de bolso, evoluí-los e colaborar com sua equipe para ter o máximo de ginásios conquistados e prêmios possíveis.

Para atrair Pokémon e capturá-los é possível pegar itens em lugares chamados “Pokéstops”, que normalmente se localizam em lugares movimentados ou pontos turísticos das cidades.

A localização dos bichos é randômica, mas áreas centrais de grandes cidades costumam trazer os melhores bichos. Zubats são comuns em todas as regiões, enquanto Rhydon e Dragonair estão perto de lugares como o MASP e outras regiões da Avenida Paulista, em São Paulo. É possível chamar mais monstrinhos com o uso do incenso. O círculo colorido define a dificuldade de capturar cada um deles. Os em verde são mais fáceis, enquanto amarelo e vermelho possuem um nível de dificuldade mais elevado.

Jogar as pokébolas em curva facilita a captura dos monstros. Eventos especiais com QR Codes permitem eventos especiais do game com sites na internet.

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O título valoriza quem quer colecionar os 150 Pokémon iniciais e promete expandir o jogo para aumentar o desafio. Como ele localiza criaturas digitais do celular no mundo real, você terá que gastar sola de sapato pra capturar todos os Pokémon.

 

Times e ginásios

Se você gosta de monstros lendários como os pássaros Articuno (gelo), Zapdos (elétrico) e Moltres (fogo), o jogo disponibiliza os times Mystic, Instict e Valor representando cada um desses personagens. Seu treinador pode entrar num dos grupos e formar alianças para jogar melhor.

Numa escala menor, os ginásios são locais que você enfrenta líderes de uma equipe inimiga para evoluir seu time. Uma vez que o ginásio seja capturado você poderá deixar um de seus Pokémon para defendê-lo e treinar outros para obter mais experiência.

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Nas batalhas, brinque com a esquiva dos seus monstros e seus golpes para conseguir vencer.

Os ginásios representam desafios do próprio game, enquanto os três times aglutinam determinados jogadores. Os gamers das mesmas equipes podem trocar itens importantes e informações para enfrentar os demais times dentro do jogo.

 

Explicando como você pode entrar nessa

Para jogá-lo, é simples. O aplicativo está disponível de graça nas lojas App Store da Apple e o Google Play, mas itens pagos podem tornar sua experiência mais interessante. Por R$ 3,19 é possível comprar cerca de 200 pokebolas e capturar muitos monstros pelo caminho, por exemplo.

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Há ainda vários Pokémon e outros detalhes que ainda não foram revelados pelo Niantic Labs, mas em breve o serão liberadas atualizações para trocar os monstrinhos e promover ainda mais batalhas entre jogares.

O jogo chegou ao Brasil somente em agosto. John Hanke, executivo do Niantic Labs, afirmou que o game chegará em mais países entre agosto e setembro. Só no mês de julho, Pokémon GO chegou primeiro na Austrália e na Nova Zelândia para desembarcar depois nos Estados Unidos, parte da Europa e Japão.

Só esses lançamentos fizeram o game valer quase 10 bilhões de dólares em especulação no mercado financeiro.

Um jogo gratuito vale muito dinheiro e traz uma enorme saga.

Todo mundo quer saber deste game. Por isso, como modelo de negócio, este novo Pokémon também é inspirador para quem quer desenvolver mais iniciativas em realidade aumentada.