Gosta de CS? Você pode reassistir o DreamHack Masters em 360º pelo Sliver.tv

Por Renato Bazan, editor da Mundo 360

Quem acompanha o cenário dos e-sports mundo afora sabe que a semana passada foi intensa – aconteceu nada menos que o DreamHack Masters Las Vegas, campeonato de Counter Strike que se repete desde 1994 com os melhores do ramo.

A transmissão ao vivo, como sempre, foi um sucesso de audiência, com 180 mil espectadores ao longo dos cinco dias. Agora, ela pode ser reassistida pelo aplicativo de realidade virtual Sliver.tv.

Para este ano, no entanto, a equipe do Sliver preparou uma surpresinha: além das telas de jogo e das câmeras tradicionais, eles espalharam câmeras 360º pela arena MGM Grand. A audiência poderá ter a experiência presencial de um dos maiores eventos do e-sport contemporâneo.

A tecnologia das câmeras foi oferecida pela Nokia, que trabalhou com o Sliver para criar um conteúdo que fosse compatível não apenas com o Oculus Rift e o Gear VR, mas também o HTC Vive, o Google Cardboard/Daydream e a versão do app para o iOS.

A câmera escolhida para capturar o evento foi a Nozia OZO, uma pequena joia de US$ 45 mil que garante uma qualidade de captura 4K a sólidos 30 quadros por segundo (e em 3D, é claro).

Além do aplicativo, os apaixonados por CS podem reassistir o DreamHack Masters pelo próprio site do Sliver, que é gentil o bastante para oferecer a visualização em 360º. Mas por que alguém faria isso, se pode se transportar para lá?

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Resident Evil 7 é um game feito para VR com gore; confira nossas 1ªs impressões

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da revista Mundo360

Originalmente postado no DJ

[Este texto contém spoilers leves sobre a trama e o funcionamento do jogo. Não falamos do final]

Resident Evil 7 pode ser descrito numa frase significativa: “Keep it simple, stupid” (a sigla KISS ou “mantenha simples, seu estúpido”, numa tradução literal). Ao invés da mudança radical com alma que foi RE4 (2005) ou do jogo de ação que foi Resident Evil 5 (2009), o sétimo capítulo da saga aposta em poucos elementos que vão fazer você se sentir tanto amedrontado quanto intrigado com a trama. E, definitivamente, ele se distancia da maçaroca que foi RE6 (2012), centrado em figuras batidas como Chris Redfield, Jill Valentine e Leon S. Kennedy.

A trama se centra numa mansão abandonada de uma família chamada Baker. Eles desapareceram e o local se transformou na Dulvey Haunted House em Louisiana, no sul dos Estados Unidos. Paralelamente, uma jovem chamada Mia desaparece em 2014.

Você é Ethan Winters, um protagonista sem muita personalidade mas com uma história inteiramente nova. Ethan é casado com Mia e vivia uma relação amorosa até seu desaparecimento. O acontecimento o deixa desconcertado e ele busca a companheira. Uma equipe de documentaristas vai até a casa Dulvey e também desaparece. Neste meio tempo, surge uma fita com uma gravação de Mia que pára nas mãos do herói. Ela suplica que ele vá até o local.

Na casa abandonada, você é atacado por Mia e por Jack Baker, o “pai da família” que se tornou um morto-vivo. A partir daí, o game entra numa constante de um pesadelo que demora a acabar, pelo menos na sua cabeça.

Sabendo todos os mistérios, RE7 pode se terminado em cerca de 10 horas. É um jogo de um dia ou uma semana, no máximo. Embora cause nauseas pela câmera intermitente, que parece muito inspirada no projeto Silent Hills cancelado pela Konami, parece que o game pode ser jogado num intervalo entre 1h30 em 1h30 no modo de realidade virtual. Tome cuidado caso você queira experimentar com o PlayStation VR.

Além da perspectiva inédita em primeira pessoa entre os jogos numerados da série (desconte spin-offs e outros títulos, que já usaram esta mecânica), esqueça a hierarquia dos vilões dos antigos Resident Evil. Os zumbis, que são a família Baker no caso, são muito mais poderosos do que as demais monstruosidades. O tom misterioso e de exploração lembra, em diferentes momentos, Alien: Isolation (2014) – que por um acaso funciona muito bem em realidade virtual. Os recursos são poucos e o foco é a sobrevivência o tempo todo, não a ação. Seu objetivo desde a demo, Beginning Hour, é sair da casa.

Carne podre, sangue e mofo vão infestar a tela do seu PS4, Xbox One ou PC. Portanto, se você quer entrar na onda deste game, esteja pronto para o gore, para a violência brutal que ele representa.

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Gostaríamos de ir na E3 2017 para cobrir VR e precisamos da sua contribuição

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da revista Mundo360

Texto originalmente postado no Drops de Jogos.

O Drops de Jogos e a revista Mundo360 querem comparecer em peso na E3 2017, a maior feira de games do mundo em Los Angeles, nos Estados Unidos, que ocorrerá entre os dias 13 e 17 de junho do ano que vem. Vamos cobrir videogames e realidade virtual, a nova tendência do momento. Para viabilizar o projeto de maneira independente, abrimos o nosso primeiro crowdfunding pelo Catarse.

Por que estamos pedindo dinheiro dos nossos leitores, apoiadores e fãs?


Éramos relutantes com a ideia e só faríamos isso num projeto que exige investimento. A E3 é o principal evento do setor e gostaríamos de estar mais presentes no evento. Já cobrimos ele assistindo as principais conferências pela internet.

Em 2016, tivemos uma repórter, a Mayara Fortin, in loco nos Estados Unidos. No ano de 2017, o DJ quer estar com uma equipe completa em Los Angeles, de duas até três pessoas.

Queremos escrever, gravar vídeos rápidos e fazer filmagens de fôlego. O nosso intuito é dar uma cobertura das conferências, dos principais gameplays e finalizar a reportagem com um mini-documentário de 15 até 20 minutos no YouTube.

>>Por isso, escolhemos a plataforma Catarse. A meta é acumular R$ 25 mil para viabilizar as reportagens com dois ou mais repórteres.

>>O tempo será curto. Temos 60 dias para viabilizar o financiamento coletivo (crowdfunding). A campanha é “Tudo ou Nada”.

Se você doar ao Catarse e a campanha atingir R$ 25 mil, você ganha o nosso agradecimento (valores acima de R$ 10) ou brindes (acima de R$ 100), que podem ser um boneco Funko Pop ou uma camiseta de sua escolha. Se não bater a meta, você recebe o dinheiro de volta.

Quem fará o projeto?

Serão os editores Kao Tokio e Pedro Zambarda.

Pedro é jornalista profissional desde 2008 e sempre esteve na cena brasileira de jogos, assessorando empresas ou fazendo coberturas. Foi repórter e redator geral do site EXAME.com e colunista do site TechTudo (Globo.com). É editor-chefe do Drops de Jogos e do Geração Gamer. É repórter freelancer do site Diário do Centro do Mundo.

Kao foi professor de design de games e atuou em sites consagrados, como GameStorming (da revista INFO) e Play’n’Biz. Trabalhou em sites como Geek e GameCultura. É o editor de conteúdo do Drops de Jogos.

O que faremos com o financiamento?

– Cobrir as principais conferências das grandes empresas: Electronic Arts, Bethesda, Ubisoft, Sony e Microsoft;
– Análise completa da feira, incluindo games expostos;
– Gameplay dos lançamentos disponíveis na feira;
– Entrevistas com desenvolvedores e produtores;
– Cobertura do IndieCade, setor de jogos independentes da E3;
– Documentário final, entre 15 e 20 minutos, para YouTube sobre a feira.

Dúvidas frequentes

Quantas pessoas farão a cobertura jornalística? Duas, o editor-chefe e o editor de conteúdo, alternando entre apuração de campo e evento geral. Existe a possibilidade de uma terceira repórter, dependendo do que a gente conseguir arrecadar.

Onde serão publicadas as reportagens? De graça no site do Drops de Jogos ou no nosso canal de YouTube.

Por que recorremos ao Catarse? Entendemos que o bom jornalismo e a reportagem internacional precisam ser financiados. Precisamos de verba para enviar os dois editores do site para cobrir a feira em Los Angeles, nos Estados Unidos. O valor de R$ 25 mil é para financiar uma viagem de uma semana de dois jornalistas e os doadores podem receber contrapartidas por suas contribuições.

Como eu recebo minhas recompensas? Por email, enviando mensagem para dropsdejogos@gmail.com com o título “Eu quero meu Boneco Funko/Camiseta” e a descrição com a sua doação (valor e screenshot) e os detalhes do produto que você deseja.

Como vocês chegaram neste valor? Orçamos uma viagem para dois jornalistas na atual cotação do dólar mais os 13% que o Catarse cobra, cerca de R$ 3 mil no atual orçamento.

O que acontece se a meta não for atingida? O Catarse devolve o dinheiro. Todo. Na íntegra.

A doação é fechada nesta cobertura, mas aceitamos sugestões dos contribuidores para novos trabalhos. A arrecadação vai durar por dois meses (60 dias), entre 31 de dezembro de 2016 e 1º de março de 2017.

Como foi nossa cobertura anterior da feira?

Você pode ler abaixo os textos da Mayara Fortin, nossa primeira correspondente nos EUA.

Meu 1º dia na maior feira global de games
Meu 2º dia na maior feira global de games
Meu 3º dia na maior feira global de games
Meu 4º dia na maior feira global de games
Primeiras impressões de Battlefield 1
Conheça 5 games do IndieCade de 2016

Ainda restam mais dúvidas?

Comente abaixo, poste nas nossas redes sociais ou mande email para dropsdejogos@gmail.com.

Agradecemos sua atenção e contamos com sua colaboração para tornar esta cobertura uma realidade.

Confira os principais vídeos de reportagems da Mundo360 na FITIC 2016

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da revista Mundo360

A Feira de Tecnologia (FITIC) 2016 ocorreu entre os dias 15 e 18 de dezembro, encerrando as atividades do ano. O evento reuniu realidade virtual, corrida de drones, experimentos com projeções, impressão 3D e experimentos mobile.

A revista Mundo360 esteve no evento através do estande do Esconderijo das Crianças e do grupo Era Transmídia. O repórteres Pedro Zambarda, Kao Tokio e Renato Bazan cobriram o evento e trouxeram os principais fatos da feira.

Confira.






10 atrações da Feira de Tecnologia, a FITIC, até o dia 18 de dezembro

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da revista Mundo360

Até o próximo domingo (18) ocorre a Feira de Tecnologia, a FITIC, no São Paulo Expo, perto da estação Jabaquara de metrô e da Rodovia dos Imigrantes. A revista Mundo360, o site Drops de Jogos e o Esconderijo das Crianças são parceiros do evento. Os ingressos variam entre R$ 60 até R$ 700, o que inclui as oficinas (workshops) de tecnologia.

Separamos 10 atrações e fatos da FITIC se você se interessou pelo evento.

1) Workshop de drones

Atração premium da feira, trata-se de uma oficina para montar drones e aparelhos aéreos com câmeras e outros objetos. O evento mostra os aparelhos em diferentes tamanhos e finalidades. É possível apostar corrida e entender o seu funcionamento.

2) Game brasileiro baseado no quadrinho Holy Avenger

Fã do HQ nacional que conquistou no final dos anos 90? O estúdio Messier Games trouxe seus desenvolvedores e demos jogáveis para quem quer conhecer este RPG de ação baseado no sistema Tormenta.

3) Desconto no Cabify

Um dos concorrentes do Uber e dos serviços O2O de transporte, o Cabify está presente na FITIC com um HTC Vive com arco e flecha e outros games no evento. Quem for no estande deles, ganhará brindes e desconto nas corridas de carro. O Cabify se defende como um serviço de transporte particular com treinamento dos motoristas.

4) Skullfish Studios

Para quem entrar no FITIC, entre as startups de jogos próximas da entrada, o Skullfish traz uma atração bacana para crianças. Trata-se de uma animação de Natal para celebrar o final de ano. Os desenvolvedores Rafael Ferrari e Gabriela Thobias estão de touca natalina para ensinar os visitantes a utilizarem o Vive.

5) Palestras sobre negócios e… séries de Netflix

O pessoal do Esconderijo das Crianças está fazendo apresentações no palco principal. Os assuntos variam entre negócios até Black Mirror e Star Wars. A ideia é justamente misturar inovação com os assuntos do momento.

6) VR BOX e Loox no estande do Esconderijo das Crianças

Além da revista Mundo360, o Esconderijo está exibindo com o grupo Era Transmídia os óculos de realidade virtual nacionais. Os modelos VR BOX e Loox estão em exibição, junto com a publicação.

7) BeerOrCoffee

App presente no evento, BeerOrCoffee é um programa disponível na FITIC para quem quer melhorar suas reuniões de negócios. As atendentes do aplicativos explicam que ele funciona como um “tinder do networking”. O app oferece descontos e até a conta integral de cafeterias ou cervejarias para reuniões de negócios. Basta dar “match” de acordo com a sua geolocalização.

8) Liga Facens

A Faculdade de Engenharia de Sorocaba, a Facens, está presente na FITIC com o estúdio de games Smyowl para falar de educação no segmento. É uma oportunidade para quem quer estudar jogos e desenvolver seus projetos.

9) SAGA

A tradicional escola de games com filiais em São Paulo e nas outras cidades brasileiras traz o seu set tradicional em eventos. Games, modelagem 3D e design mandam no espaço da SAGA.

10)”Balões do Greenpeace” e de outras marcas

Para quem quer ter experiências imersivas além do ambiente de negócios, a ONG Greenpeace e outras marcas trouxeram “iglus” inflados com espaços fechados dentro da FITIC. Vale a olhada.

Esconderijo das Crianças terá estande na Feira de Tecnologia (FITIC) com a revista Mundo360

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da revista Mundo360

A consultoria Esconderijo das Crianças, criadora da revista Mundo360, estará na Feira de Tecnologia (FITIC) com estande próprio. Acompanhado pelo grupo Era Transmídia, a empresa vai promover a revista e o aplicativo Choicely, que é configurável e lida com grandes quantidades de dados.

Desenvolvido em Helsinki, na Filândia, o Choicely é um app que também está sendo expandido para pesquisas e votações que utilizam imagens e vídeo. O software também está sendo desenvolvido para tecnologias inovadoras, como realidade virtual e aumentada, algumas das principais atrações da FITIC.

O estande da EraTransmidia conta com o apoio de Aplause, Cabify, Esconderijo das Crianças, Fazenda Urbana, Loox e revista Mundo360. A rede de parcerias traz vantagens aos visitantes.

Os visitantes que forem de Cabify poderão ter 25% de desconto até 18 de dezembro, utilizando o voucher “ERAFITIC”.

Fique atento neste blog para saber mais novidades do evento.

Opinião: Rez Infinite vence como Melhor Realidade Virtual do The Game Awards, mas isso é pouco

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da revista Mundo360

O The Game Awards (TGA), considerado como a principal premiação de jogos eletrônicos no mundo, ocorreu no dia 1º de dezembro. Overwatch foi o grande vencedor da noite, inclusive na categoria eSports. No primeiro prêmio da TGA para Realidade Virtual, levou Rez Infinite.

O jogo da Enhance Games venceu Batman: Arkham VR (Rocksteady Studios/Warner Bros. Interactive Entertainment), Eve: Valkyrie (CCP Games), Job Simulator (Owlchemy Labs) e Thumper (Drool). Encarou concorrentes de peso. Batman, por exemplo, foi um dos grandes destaque da Brasil Game Show (BGS) 2016 no nosso país junto com o PlayStation VR.

Rez é um remake de um railshooter de 2001 lançado pela SEGA no Dreamcast, um dos consoles pioneiros em conexão na internet. Ele traz uma inteligência artificial chamada Eden e coloca o jogador em ambientes coloridos para derrubar seus inimigos.

A ideia surgiu de Tetsuya Mizuguchi, de Xevious, e é um jogo que faz o player mergulhar graças aos seus efeitos sonoros desenvolvidos. A vitória do game no TGA mostra que a imersão venceu.

A falha da premiação, no entanto, foi o pouco espaço dado ao VR no evento. Nem Mizuguchi e nem a Enhance Games foram homenageados no palco.

A indústria de jogos, portanto, ainda não coloca a realidade virtual entre seus principais destaques.