Entre os óculos de VR, a Pimax quer se diferenciar com resolução 8K

Por Renato Bazan, colaborador da Mundo360 e colunista do Drops de Jogos

Na corrida cada vez mais intensa de competidores entre visores de Realidade Virtual, todo dia surge um novo oponente com algum diferencial. Em janeiro deste ano, durante a CES 2017, foi a vez da Pimax.

A empresa já era conhecida entre os entusiastas da VR por ter criado um óculos para celular, similar ao Gear VR da Samsung, mas com resolução 4K. Nesta edição da Consumer Electronics Show (CES), maior feira de tecnologia do mundo, ele deram um passo além: Apresentaram um novo aparelho com 4K por olho (3840×2160 de cada lado), e um campo de visão de 200º – muito maior do que os 120 graus do Oculus Rift. O capacete ainda não tem nome.

O novo modelo da Pimax terá uma latência de 18 milissegundos, algo particularmente benéfico para suas capacidades de mapeamento de posição. A tecnologia de rastreamento será feita com acessórios que misturam o conceito de canhões infra-vermelhos do Vive com a solução por câmeras do Rift.

De acordo com a empresa, a tecnologia dos monitores será o LCD tradicional, o que pode gerar certa desconfiança entre potenciais compradores. Entre outros obstáculos, esse tipo de tela sofre com o problema do “ghosting” (manchas temporárias que surgem com movimentos rápidos), alta persistência de imagem e taxas de contraste muito inferiores às alternativas. A Pimax diz que isso não será um problema, por ter inventado novas formas de usar o LCD.

Um outro problema que pode surgir com um aparelho tão ambicioso, embora não seja diretamente relacionado ao visor, é encontrar um computador com capacidade para fazê-lo funcionar de forma eficiente. Que tipo de placa de vídeo o usuário precisaria ter para rodar um software com 8K de resolução a 90 quadros por segundo? Nem mesmo as melhores placas do mercado conseguiriam boa performance.

O fato de estarmos vendo novas empresas entrando na arena da Realidade Virtual é sempre positivo, mas com novos saltos é preciso controlar o otimismo. Em 2015, uma outra empresa, a Starbreeze Studios, tentou inaugurar o ramo dos óculos super-wide com o StarVR, um aparelho com 5K de resolução em 210º de cone de visão. Apesar da empolgação, o visor encontrou tantos problemas de produção e usabilidade que acabou em algum canto escuro em menos de um ano. Vamos torcer para que o caso aqui seja outro.

Cerevo Taclim é um acessório tipo calçado para realidade virtual

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da revista Mundo360

A CES 2017 está repleta de novidades para realidade virtual. Se 2016 foi o ano do VR, 2017 parece ser o ano de acessórios VR, considerando que a maior feira de tecnologia do mundo nos Estados Unidos lança tendências.

Cerevo lançou o gadget Taclim no evento: Um par de botas que funcionam como joysticks de realidade virtual. A ideia é justamente transmitir a sensação de peso ao caminhar com seu tênis. Junto com os controles do HTC Vive e do Oculus Rift, este é mais um acessório que coloca a realidade virtual em movimento no mundo.

O app que mais utiliza o acessório chama-se Headbutt Factory, um jogo ainda não lançado para PlayStation VR da Sony. No programa é possível chutar inimigos e pisar em solos como neve e madeira.

O preço estimado do Taclim é salgado: Entre US$ 1 mil e US$ 1500 (R$ 4,8 mil na conversão direta). É um aparelho longe de estar barato.

Confira um vídeo dele em ação.


Via Engadget