Captando uma volta em 360 corações

transplant

por Jaqueline Viana

Neste ultimo domingo, dia 03 de dezembro foi comemorado 50 anos do primeiro transplante cardíaco entre seres humanos ocorrido na África do Sul.

No Brasil, a primeira operação ocorreu seis meses depois mas o receptor sobreviveu por menos de um mês, pois na época não existiam drogas eficazes contra a rejeição e o paciente sofreu uma infecção durante o procedimento.

No Brasil, estima-se que existem mais de 250 pacientes sob a espera deste enxerto.

Um dos maiores diagnósticos para a indicação do transplante é a insuficiência cardíaca (IC) em que o coração não consegue bombear sangue suficiente para suprir as necessidades de oxigênio e nutrientes do organismo. Os portadores de IC são limitados, pois, com facilidade, têm falta de ar e os tornozelos podem inchar. Para complicar mais a situação, o coração pode apresentar distúrbios do ritmo cardíaco – as arritmias.

A recusa familiar ainda tem um número expressivo que impossibilita a doação deste órgão, as estatísticas apontam 40%.

Em outubro, foi lançado um curta-metragem – Me de de presente o teu BIS (PT-BR)/ Give me Your BIS (EN) gravado com uma câmera 360 que trata de um manifesto de doação de órgãos e a equipe responsável pelo trabalho gravou a remoção de um coração de um doador falecido, onde apresentam um trecho na obra para compor o entendimento da narrativa. Os desafios deste trabalho foram inúmeros, pois alem da inexperiência de gravação deste tipo de mídia e um prazo apertado para a submissão do trabalho, a equipe não contava com equipamentos sofisticados, mas se esforçaram para produzir uma boa historia.

O filme foi inscrito para concorrer em 3 categorias no VR Days na Holanda, ele não levou o prêmio, mas se foi capaz dar um “giro” em 360 corações sensibilizando as pessoas quanto ao tema, cumpriu a sua missão e isso é o que desejamos para os próximos trabalhos de 360 e em realidade virtual –  que possibilitem não somente nos entreter, mas também de nos tocar, nos transformar, nos emocionar e nos tornar mais humanos.

“GIVE ME YOUR BIS” – KNOW A NEW 360º FILM ABOUT ORGAN DONATION BY JAQUELINE VIANA

Jaqueline Viana, also a contributor in the Brazilian Magazine – Revista Mundo 360 will participate on October 26, 2017 in one of the biggest Virtual Reality Festivals (VR) in the World – VR Days in Amsterdam, Netherlands, where she will present: “Give me your BIS – a short film filmed in 360º. It is not only a VR film besides a manifesto that proposes the reflection of organ donation.

Jaqueline explains that she thought of “… your BIS” (excerpt from the song “Pro dia Nascer Feliz” of Dead Brazilian singer – Cazuza) to metaphorize the continuity of life.

The production had a special moment that the director officialized an application and obtained the authorization of a hospital to record a transplant and it presents in the short, a heart being removed from the dead body of a boy of 14 years who committed suicide and his family consented the donation of all its organs and tissues. *

This project was attended by friends of Jaqueline who moved by the cause, assisted and performed the production outside of studios and didn’t count on expensive equipment, only with the resources of her and the goodwill of the people, professionals and institutions involved that also decided help and work in knowing the director’s conception.

Enthusiast of Virtual Reality, Jaqueline already had the trip scheduled for the Festival and decided to take the film to compete in 3 categories:

  • Best Upcoming Talent;
  • Best for the Soul; and
  • Best Narrative Fictional Experience

The winners will be announced at the VR Days 2017 Night Award on Thursday, October 26, 2017.

 * ALL IMAGE RIGHTS WERE PRESERVED.

Check out the Teaser * and Movie Synopsis:

* To view in the optimal resolution, change in the Youtube player settings the quality option: 4K.

Synopsis:

Cartaz

Give me your Bis (2017)

A Manifesto About Organs Donation in Virtual Reality

When the importance of life is understood at the time of death there is still hope of continuation and when this continuity through a generous act of bestowal allows that an art to be contemplated, we have the purpose of human existence. Guto wants his father, Paulo, (who is sentenced by a heart disease) interpret the Brazilian singer – Cazuza. Paulo’s wife, Fernanda, suffers with her husband’s possible death and the arrival of her baby, but an accident will promote a fresh start.

Stars: Luana Wernik, Renato Azambuja, Mateus Masson

Director: Jaqueline Viana

Edition and Sound Design: Bruno Ferreira

Screenplay: Érica Campos, Jaqueline Viana

Genre: Short, Drama

Country: Brazil

Language: Portuguese, English

Runtime: 5min (approx)

Release Dates: Netherlands, 26 October 2017 (VR Days Europe, 2017)

“GIVE ME YOUR BIS” – KNOW A NEW 360º FILM ABOUT ORGAN DONATION BY JAQUELINE VIANA

Jaqueline Viana, also a contributor in the Brazilian Magazine – Revista Mundo 360 will participate on October 26, 2017 in one of the biggest Virtual Reality Festivals (VR) in the World – VR Days in Amsterdam, Netherlands, where she will present: “Give me your BIS – a short film filmed in 360º. It is not only a VR film besides a manifesto that proposes the reflection of organ donation.

Jaqueline explains that she thought of “… your BIS” (excerpt from the song “Pro dia Nascer Feliz” do Cazuza) to metaphorize the continuity of life.

The production had a special moment that the director officialized an application and obtained the authorization of a hospital to record a transplant and it presents in the short, a heart being removed from the dead body of a boy of 14 years who committed suicide and his family consented the donation of all its organs and tissues. *

This project was attended by friends of Jaqueline who moved by the cause, assisted and performed the production outside of studios and didn’t count on expensive equipment, only with the resources of her and the goodwill of the people, professionals and institutions involved that also decided help and work in knowing the director’s conception.

Enthusiast of Virtual Reality, Jaqueline already had the trip scheduled for the Festival and decided to take the film to compete in 3 categories:

  • Best Upcoming Talent;
  • Best for the Soul; and
  • Best Narrative Fictional Experience

The winners will be announced at the VR Days 2017 Night Award on Thursday, October 26, 2017.

 * ALL IMAGE RIGHTS WERE PRESERVED.

Check out the Teaser * and Movie Synopsis:

* To view in the optimal resolution, change in the Youtube player settings the quality option: 4K.

Synopsis:

Cartaz

Give me your Bis (2017)

A Manifesto About Organs Donation in Virtual Reality

When the importance of life is understood at the time of death there is still hope of continuation and when this continuity through a generous act of bestowal allows that an art to be contemplated, we have the purpose of human existence. Guto wants his father, Paulo, (who is sentenced by a heart disease) interpret the Brazilian singer – Cazuza. Paulo’s wife, Fernanda, suffers with her husband’s possible death and the arrival of her baby, but an accident will promote a fresh start.

Stars: Luana Wernik, Renato Azambuja, Mateus Masson

Director: Jaqueline Viana

Edition and Sound Design: Bruno Ferreira

Screenplay: Érica Campos, Jaqueline Viana

Genre: Short, Drama

Country: Brazil

Language: Portuguese, English

Runtime: 5min (approx)

Release Dates: Netherlands, 26 October 2017 (VR Days Europe, 2017)


					

“Mê dê de presente o teu BIS” (Give me your BIS) – Conheça um novo Filme em 360º que trata sobre Doação de Órgãos por Jaqueline Viana

Jaqueline Viana, também colaborada da revista mundo 360, participará no dia 26 de Outubro de 2017 de um dos maiores Festivais de Realidade Virtual (VR) do Mundo – VR Days em Amsterdã, Países Baixos onde apresentará: “Give me your Bis” (Me dê de presente o teu Bis) que é um curta metragem trabalhado em 360º. Ele não é só um filme de VR é também um manifesto que propõe a reflexão da doação de órgãos.

Jaqueline explica que pensou no “… teu BIS” (trecho da música Pro dia Nascer Feliz do Cazuza) para metaforizar a continuidade da vida.

A produção contou com um momento muito especial no qual a diretora oficializou um pedido e obteve a autorização de um hospital para gravar um transplante onde apresenta no curta, um coração sendo removido do cadáver de um menino de 14 anos que cometeu suicídio e sua família consentiu a doação de todos os seus órgãos e tecidos.*

Esse projeto teve a participação de amigos da Jaqueline que movidos pela causa, auxiliaram e realizaram a produção fora de estúdios e não contaram com equipamentos caros, somente com os recursos próprios da mesma e a boa vontade das pessoas, profissionais e instituições envolvidas que decidiram também ajudar e trabalhar ao conhecer a concepção da diretora.

Entusiasta de Realidade Virtual, Jaqueline já estava com a viagem programada para o Festival e decidiu levar o filme para concorrer em 3 categorias:

  • Best Upcoming Talent – Melhor Talento Futuro
  • Best for the Soul – Melhor de Alma e
  • Best Narrative Fictional Experience – Melhor Experiência Narrativa de Ficção

 

Os vencedores serão anunciados no Prêmio da Noite do VR Days 2017 na quinta-feira de 26 de outubro de 2017.

 *Todos os direitos de imagem foram preservados.

Confira o Teaser* e a Sinopse do Filme:

*Para visualizar na resolução ideal, altere nas configurações do player do Youtube a opção de qualidade: 4K.

Sinopse

Cartaz

Me dê de presente o teu BIS (2017)

Quando a importância da vida é compreendida no momento da morte ainda há uma esperança de continuação e quando esta continuidade através de um generoso ato de doação permite que uma arte seja contemplada, temos o propósito da existência humana. Guto quer ver a realização do sonho de seu pai, Paulo (que está sentenciado por uma doença cardíaca) interpretando o cantor brasileiro – Cazuza. A esposa de Paulo, Fernanda, sofre com a possível morte de seu marido e a chegada de seu bebê, mas um acidente promoverá um novo começo.

Atores: Luana Wernik, Renato Azambuja, Mateus Masson, Rafael Canela, Ronald Alencar, Dom Johnny & Zeca

Diretor: Jaqueline Viana

Edição e Sound Design: Bruno Ferreira

Roteiro: Érica Campos, Jaqueline Viana

Gênero: Curta-metragem, Drama

País: Brasil

Idiomas: Português, Inglês

Tempo: 5 min (aprox)

Data de Estreia: Holanda, 26 de Outubro de 2017 (VR Days Europe, 2017)

The Sports & Music Industry: Leading The Non-Gaming VR Evolution

In my last article, I gave an insight to which industries VR has been disrupting. Recently, I have been involved in creating 360 contents for Alex (Ankli) an up-coming artist in Spain. It gave me the inspiration to explore how the Sports and Music industry is taking full advantage of VR.

How many times in your life have you dreamed of meeting your favourite celebrity. How many times have you wished to have a conversation with them and get to know them for who they really are. Well, dream no more as VR is turning this into a reality. The most noticeable is in the sports and music industry.

Sports

NextVR

NextVR Live VR Shooting

NextVR is without a doubt the leading VR live sports production company that is leading the VR evolution. It is available on Samsung Gear VR where you can watch live VR NBA, football, tennis and NFL. They were one of the first VR experiences that I tried and made me believe in VR. For example, I watched Chelsea vs Real Madrid in full immersion for 90 minutes. It is very different to other VR experiences because they usually last only a few minutes and doesn’t appeal to me to go back for more. However, with NextVR I was able to watch from the first row right next to the pitch whilst sat in a completely different continent. This saves me the cost of the flights, game ticket, accommodation and takes me right next to superstar footballers in action.

On the other hand, there are problems which inhibits live VR sports to penetrate the mass market. For example, fans can’t choose their seats, the quality of the image is not able to replicate real life view and it remains exclusive to a few leagues and sports. I have no doubt they will slowly expand its operation globally when adoption of VR picks up its pace. Also, this company is slowly working on better ways of broadcasting such as allowing different seats options, 6 degree of freedom (your movements imitated in real time in VR) and negotiating with more sports leagues. I believe VR broadcast in sports will be a massive industry within a few years.

John Terry Football Academy

Samsung Gear VR In app screenshot of John Terry

Whilst live VR broadcast is great for sports fans, we should also turn our attention to one off exclusive VR experiences. John Terry Football Academy VR is a recently launched experience on the Samsung Gear VR headset. The app includes a one to one experience with John Terry of Chelsea FC, one of the best defenders in the world. He shares to you football tips, stories of his life and his success. As a fan, I don’t believe I can get any closer to him. This experience can be applied to almost any celebrities who wants to get closer to fans and connect with us in a way no other medium has ever been able to provide. It is the sense of emotional connection that is not replicable when you seat face to face with your role models.

However, there are only a few of these experiences at the moment because of cost and knowledge about VR technology. I encourage more celebrities out there to use this as an opportunity to connect with their fans. I foresee many more of this type of experience very soon that can persuade more fans to buy their first VR headsets.

Follow my lead: The Story of the 2016 NBA Finals 

Samsung Gear VR App, Follow My Lead

FOLLOW MY LEAD: The Story of the 2016 NBA Finals is an exclusive VR documentary on Samsung Gear VR. Before, we discussed about the emotional connection that the fans get in a sports VR experience and this one is no different. The documentary is action packed, full of emotion with behind the scene exclusives. I am not even a fan of basketball but this documentary managed to bring out excitement from my body that I didn’t expect. For a basketball fan, this would be a treat of a life time.

However, the difficult part of making a VR sports documentary is the planning and the collection of many pieces of material before hand in order to make a perfect story. This is because the content creators cannot predict what will happen during the games therefore, filming would have to be flexible and on the call instead of a pre-planned one time shooting. The difficulty in this is the cost of placing a team that can be called out to film whenever a special moment is occurring. In addition, post-production would take many people to sort out and correct all the material in order to put a final piece together. With this in mind, I do not see many VR sports documentary releasing soon because of the high cost and time consumption of making one.

Overall, the sports industry is leading the VR evolution and embracing it in order to connect to their fans through live stream and exclusive contents. Although we will have to wait for a few years until the price of this technology goes down so both the content creators and fans can afford such an immersive experience.


Music

MadCool Festival

Mad Cool Festival VR Documentary by GAZ VR

Music is another industry that is embracing the VR technology. For example, Mad Cool Festival is a new rock music event in Madrid, Spain that attracted a lot of attention last summer. GAZ Virtual Reality is the content studio behind the creation of this sneak peak 360 experience that brought this festival to life for those who missed out on the first year. The use of VR to promote a music festival is fantastic because whilst videos and pictures can give an idea of the fun experience, VR immerses people into the festival directly. It can amplify your senses that a video cannot capture and put you right in the middle of the crowd.

Without a doubt, there remains limitation to how much VR can enhance a viewer’s experience because the VR industry is in its infancy. For example, for a music festival, the ambience is very important and 360 visuals alone cannot capture this. It needs 360 audio as well to capture the noise in the environment to increase the authenticity of being there. In addition, it needs a good pair of headphones. I believe these complementary components will be vital to improve the VR technology as a whole.

One Republic — Kids

One Republic — Kids

This music video was captured by a leading VR content studio Here Be Dragons. It was a complementary 360 experience to their 2D music video. It has over 1 million views on YouTube and had was taken in one continuous shot. The bravery and effort put into this experience demonstrates the possibilities of VR and that there are no limits to what story you can tell.

The only improvement I can suggests is turning this passive story into a more active one by placing the viewer as the first person. Slowly we will see more of this as the technology becomes easier to handle by producers.

Kendrick Lamar — Humble

Kendrick Lamar — Humble

Kendrick Lamar, the most celebrated rapper for his creativity and bravery for pushing boundaries. In his latest music video, it features a part where he used a 360 camera to create a little planet effect. Although the video is not in 360 nor VR, it is fair to say that the big artists in the music industries are jumping into this technology.

VR music videos remain very rare because of the difficulty in both the idea generation and execution. This is because filming in 360 degrees requires a completely new technique both for directors and actors. Personally, I have been involved in a few shooting myself and there are many areas which the industry are still learning. For example, the directors can no longer sit behind the cameras. Monitoring a shot requires an external solution such as Teradek that displays all angles, wireless and behind the stage. This is just one of many problems of shooting with this new medium.

Overall, VR is adding a substantial value to the music industry and more artists will be using this to propel their creativity further.

Conclusion

I believe the sports and music industry is leading the non-gaming VR evolution because the value is obvious to both the creators and the fans. Of course the use of this technology remains a niche but with big artists and bands like Kendrick Lamar and One Republic embracing it, the adoption will spread. I encourage you, who is reading this right now to do a shout out to your favourite artist and sportsperson to make a 360/VR video.


Next article, I want to share with you the theme HYPER-REALITY. It is a free roaming, warehouse-scale VR experience that is very similar to laser tag. It is the most immersive experience in the world right now!

Visit our page to enjoy some exciting 360/VR project that are coming soon: www.gazvr.com

Thanks for reading!

(Polo Lam, Global Marketing Assistant @GAZ VR)

Compreendendo a densidade de pixel e resolução retinal, e por que é importante para headsets AR / VR

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Por Jaqueline Viana – Colaboradora na Mundo 360

Hoje estamos acostumados a lidar com números de resolução que descrevem a contagem de pixels (por exemplo: um monitor de 800 × 600 – que significa que temos 800 pontos na horizontal e 600 pontos na vertical.).  Mas é importante entender que quanto maior a resolução, maior vai ser a qualidade a imagem porque cada vez mais os pontos vão ficando menores e a quantidade maior. Quanto maior a resolução, menor é a frequência porque o monitor terá que atualizar mais pontos em resoluções maiores e quanto maior é a resolução maior o refresh rate (taxa de atualização da tela), e quanto maior o refresh rate menos cansaço nos olhos será possível sentir.

A densidade de pixels indicada como pixels por grau é uma figura muito mais útil, especialmente quando se trata de headsets para Realidade Aumentada e Realidade Virtual. Conseguir a tal da “Resolução Retiniana” é o objetivo final dos acessórios destas tecnologias, pois em uma certa densidade de pixels, mesmo pessoas com visão perfeita não podem discernir qualquer detalhe adicional.

Se o olho humano fosse uma câmera digital, seria possível dizer que ele tem um sensor capaz de detectar 60 pixels / grau na fóvea (a parte da retina onde a acuidade visual é mais alta, pois é aonde  se forma a imagem que será transmitida ao cérebro).

Para qualidade visual, qualquer exibição acima de 60 pixels / grau é uma resolução essencialmente desperdiçada porque o olho não pode pegar mais detalhes. Isso é chamado resolução de retinal, ou resolução de olho-limitante.

Para calcular a densidade de pixels de um headset de VR basta calcular quantos pixels por grau ele apresenta para o olho – dividindo o número de pixels em uma linha de exibição horizontal pelo campo de visão horizontal fornecido pela lente. Por exemplo, o kit de desenvolvimento do Oculus Rift usou um único display de 1280 x 800 (640 x 800 pixels por olho) e com um campo de visão monocular horizontal de cerca de 90 graus, possuindo assim uma densidade de pixel de pouco mais de 7 pixels / grau (640 ÷ 90). Você notará que isso está bem abaixo da resolução da retina de 60 pixels por grau.

Historicamente, uma das coisas que separava os headsets de VR de qualidade profissional dos headsets de consumo era a maior densidade de pixels.

Vamos simular isso usando as seguintes quatro imagens a seguir. Vamos supor que a primeira imagem é mostrada com 60 pixels / grau de densidade (o que poderia ser, dependendo da resolução e distância que você sente do seu monitor). Podemos então redimensioná-la em metade da densidade de pixels (simulando 30 pixels / grau) e, em seguida, metade novamente (15 pixels / grau) e meia novamente (7,5 pixels / grau). Observe as diferenças rígidas à medida que avançamos para diminuir e diminuir a densidade de pixels.

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Se maior for a densidade de pixels para o sistema visual não é necessariamente o mesmo que para a tela porque os pixels na tela são ampliados através da óptica. A mesma tela poderia ser ampliada de forma diferente com dois sistemas ópticos diferentes resultando em diferentes densidades de pixels apresentadas ao olho. É verdade, no entanto, que, dado o mesmo sistema óptico, maior densidade de pixels na tela não se traduzem em maior densidade de pixels apresentados ao olho.

À medida que as telas se tornam cada vez melhores, ficamos cada vez mais perto da resolução de olho-limitante e assim mais perto de experiências virtuais mais impactantes, afinal quanto maior for a densidade de pixels maior será a capacidade de permitir que seja visto detalhes mais finos tornando a imagem mais realista.

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Beware… Virtual Reality Will Disrupt Your Industry: Examples of VR Applications

By Polo Lam, Global Marketing Assistant at GAZ VR & editor of revista Mundo360

In my last article, I introduced you to the VR visionary handbook Ready Player One and concluded that it has successfully predicted what is unfolding in the current VR industry. Contrary to some skeptical commentaries, the VR story lives on. Now, we are going to see how VR has disrupted many industries.

First of all, VR is a new medium/channel to communicate information. Some experts call it the ultimate empathy machine. Empathy is a process of living in someone else´s shoes. In writings, radio, films and paintings etc. they all try to communicate some kind of information so you can imagine what the story is about. VR is the ultimate empathy machine because it intends to give you a first person experience so you are living in the information rather than just receiving it. Here are examples of VR adding value to some industries.


Currently, the game industry has the hottest VR applications because it is fun and people can understand easily why VR adds value to their experience. Traditional games are usually played through a third person perspective where you control a character to act in the way you wish. For example, League Of Legends is a strategic online game that allows you to control a character and fight other characters in a virtual world. The ability to make your character do things that are impossible in the real world is exciting for many gamers. This is why it is one of the most popular games in the world.

However, VR can bring these impossible things to life so it seems almost like reality. It puts you into a first person perspective, therefore you become the character itself. For example, Brookhaven Experiment is a popular zombie shooting game. I still flip out at how realistic it is every time I play and I know it is only going to get better. Another, great VR game is Job Simulator. Their success comes from their colloquial concept of placing you into a virtual workplace working for robots. Who in the right mind loves going back to work during off time. Well, apparently around 100000 people does as the creator of the game Owlchemy Labs made $3 million in sales. Maybe work is fun after all! Overall, VR is providing gamers an out of the world experience that has been unimaginable in the past.

Education

International Space Station VR on Oculus Rift

The education industry has started to embrace VR for teaching students. For example, Schools would invest into Google Cardboard (VR Headset), give it to students in classes and experience the Google Expedition app on Android/IOS. This app allows students to go on field trips from Galapagos to the International Space Station. It makes learning more interesting because it is more likely that they will remember what they have experienced rather than just from reading a book.

However, Google Cardboard is unlikely to takeover the education industry because it is very low quality and students are merely watching a 360 degree content. On the other hand, high quality headsets such as the Oculus Rift has a potential to takeover the classroom. This is because Rift is one of the highest quality headset available with room-scale movement and a slick controller. The video above shows you how I was immersed and moved around a high quality experience that can’t be replaced by any other medium. In the end, not everyday a student gets to become an astronaut. The only problem with the Oculus Rift is the price. Overall, I imagine one day students would be travelling to many interesting places in the Virtual World.

Advertising Industry

As the advertising space becomes more and more congested with competition, VR has opened up a new space for brands to communicate to their customers. For example, Audi´s Sandbox experience which uses real-time trackers, an Oculus Rift, a driving seat and a sandbox to create a unique experience. The idea is that you can create a real track in the sandbox that is referenced in VR where you drive an Audi. The value to the customers is that they are enjoying an experience which is more memorable rather than being sold something on a screen. Also, the value to Audi is that they don´t have to physically place a car for customers to drive. Overall, it is optimising the value for customers whilst saving cost for the brand, it is a win-win situation.

Real Estate

VR Tour in Matterport VR

Earlier this Summer, I discovered Matterport which is a company dedicated to spatial virtual tours. I immediately knew it was a Real Estate disruptor because of its special camera and software system. The camera can capture each high quality 3D space within seconds and when the whole place is captured, the software immediately puts it together into a 3D model onto the cloud. The whole process of making a Virtual tour of a mansion takes around 2–3 days. In addition, the camera only cost $3600 and the software $49–149 a month. The speed, price and ease of doing this makes this a real disruptor in the industry.

On the customers perspective, virtual tours have a valuable advantage. For example, a buyer in China may want to buy a house in France. Virtual tours allow the Chinese buyer to view the house quite thoroughly without every physically going to France. This will save time and money of the buyer. Overall, VR is a big disruptor in the real estate industry.

Conclusion

These are only a few industries I have picked out from many more. However, we can clearly see there is a future in VR within different parts of our lives. The most important thing is for us to recognise it and start embracing it to do many goods for the world


Next article, I am going to dwell into the details of VR within the sports and music industry. This is because I can foresee VR breaking barriers for fans to get closer to their dream role models. I want to show you what exists already and how I think it will become within the next 5 years.

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Thanks for reading!

(Polo Lam, Global Marketing Assistant @GAZ VR)

O grande plano da Microsoft para a VR: uma avalanche de parceiros, um único sistema

Por Renato Bazan, editor da Mundo 360

Vocês sabem, nós sabemos, o CEO da Apple sabe: a realidade virtual tem um futuro econômico grandioso pela frente. Apesar do seu estado de “mercado de nicho” atual, há todo sinal de que isso está para mudar – e nossa experiência na Games Developers Conference, durante a semana passada, nos disse muito nesse sentido.

Através do nosso veículo parceiro Drops de Jogos, chegou-nos a informação de que a Microsoft já busca parceiros para o desenvolvimento de jogos no Windows Holographic, a plataforma que integrará o Windows 10 com visores de realidade mista. O momento revelador ocorreu durante uma palestra para os estúdios de games na GDC, quando a empresa fez uma apresentação formal de seu sistema virtual aos artistas e programadores presentes. Segundo o CEO da Skullfish, Rafael Ferrari, o programa ID@Xbox passará a distribuir jogos independentes também nas plataformas de realidade virtual e aumentada da Microsoft.

No mesmo dia, 1º de março, a Microsoft publicou em seu blog um detalhamento sobre seus planos para o Windows Holographic. Trata-se de uma parceria sem precedentes, com gigantes como HP, Dell, Lenovo, Asus e Acer, para inundar o mercado mundial com óculos de realidade virtual e mista ainda tão capazes quanto o Oculus Rift e o HTC Vive – e com custos a partir de US$300!

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Os primeiros modelos apresentados para o Windows Holographic foram da Lenovo, em outubro de 2016 (Foto: Divulgação)

Os visores estarão disponíveis em suas versões de desenvolvimento já no final de março. Apesar de não haver forma clara de pedí-los, a Microsoft colocou no ar uma enquete para potenciais interessados, e há notícias de que as primeiras unidades foram entregues durante a GDC. As versões finais de todos os aparelhos chegarão às prateleiras entre outubro e novembro.

Ainda não há informações sobre o lançamento no Brasil.

O grande plano da Microsoft

Há que se admitir: a Microsoft sabe enxergar oportunidades. Como se não bastasse o precinho camarada dos visores, esses novos aparelhos pedirão máquinas muito menos poderosas que as exigidas pelos atuais. Qualquer computador com 4GB de memória RAM, uma porta USB 3.0, DirectX 12 e um processador quad-core poderá, em teoria, rodar o Windows Holographic. Ou seja, qualquer PC melhorzinho comprado em 2017.

Isso deve baixar dramaticamente os custos da realidade virtual para o consumidor. Atualmente, além dos US$ 600 do Rift ou dos US$ 800 do Vive, a VR exige uma máquina que não sai por menos de R$ 4.000 no Brasil. As alternativas baseadas em celular, como o Gear VR ou o Google Cardboard, têm outros problemas para enfrentar (como interfaces bagunçadas ou falta de controles adequados).

A Microsoft viu no meio termo entre essas opções a sua via de entrada – capacetes que oferecem a melhor interface e os melhores controles, mas que funcionem em computadores populares.

A variedade de parceiros de hardware permitirá ao comprador escolher os óculos que melhor se adaptarem a cada PC, e a cada usuário. Alguns modelos são chiques, com controles de movimento e câmeras frontais para realidade aumentada, enquanto outros oferecem armações básicas a custos menores. A primeira e maior exigência da Microsoft é que os visores tenham detecção interna dos “6 graus de liberdade” – em outros termos, capacidade de rotação e movimentação para qualquer direção.

Esse método de mapeamento interno é chamado de “rastreamento às avessas”, pois inverte a posição dos sensores: ao invés de estarem espalhados pelo ambiente, como o sistema Lighthouse do Vive, o mapeamento é feito dentro do próprio capacete. Isso não só reduz a dificuldade de instalação do sistema, como também o seu preço.

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Desde então, outras fabricantes vêm anunciando suas versões, como a Acer, que criou um modelo com câmeras frontais para realidade aumentada (Foto: Divulgação)

“Nós queremos uma variedade de preços, uma variedade de specs e uma variedade de controles em uma única plataforma de desenvolvimento, com uma única superfície de desenvolvimento, para que as experiências funcionem em todo o conjunto”, explicou Alex Kipman, pesquisador da Microsoft (que também é o criador do Kinect, e é brasileiro), no blog da Microsoft. “A ideia é dar oportunidade para parceiros e escolha para consumidores. Isso inclui campo de visão, taxa de atualização, resolução”.

Em essência, o Windows Holographic quer repetir com a realidade virtual aquilo que o Windows fez com os PCs na década de 90: ao invés de guiar o hardware para uma experiência fechada, buscará criar padrões aceitos por qualquer fabricante. Segundo o vice-presidente do Grupo Windows e Dispositivos da Microsoft, Terry Myerson, o objetivo é criar “uma interface consistente, com uma única loja” para os consumidores, e uma pilha única de comandos para qualquer aplicativo que queira interagir com ambientes de realidade virtual e aumentada.

Essa unificação incluiria as interfaces atuais, como controles de videogame e teclados, que não foram concebidas para esse tipo de interação. Incluiria também todo tipo de aparelho experimental em realidade mista, como o Leap Motion ou a luva mágica do Mark Zuckerberg.

O vídeo abaixo, de agosto de 2016, demonstra em que pé estava o projeto naquele momento:

Felizmente, a Microsoft não tem pretensões de forçar nenhum concorrente para fora do mercado – não por ora, pelo menos. O site americano UploadVR questionou Kipman sobre a possibilidade de o Windows Holographic bloquear a HTC ou a Oculus, e a resposta foi firme: “São preocupações bobas”. O pesquisador explicou que, embora as duas pioneiras não tenham manifestado interesse no projeto, as portas estão abertas.

Mas eles que se preparem. Mesmo que não haja bloqueio, não resta dúvida de que a empresa de Bill Gates quer virar a mesa na corrida da realidade virtual.

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