No estúdio da Oculus, a última novidade em realidade virtual é o controle por luva

Por Renato Bazan, editor da Revista Mundo 360

O fundador do Facebook e entusiasta de realidade virtual Mark Zuckerberg não costuma falar dos trabalhos sigilosos que acontecem nos laboratórios da Oculus, mas nesta quinta-feira (9) ele tomou para si a tarefa de apresentar a nova invenção de sua equipe: um controle por luva para VR.

A imagem é parte de um tour fotográfico no Washington Oculus Research, nos EUA. Como se pode ver, o novo acessório ainda depende de uma tonelada de hardware externo – nada menos que 10 câmeras rodeiam a área de experimentação, que juntas devem exigir um processamento titânico. As luvas, por outro lado, parecem leves e sem a necessidades de fios.

“Estamos trabalhando em novas formas de levar suas mãos para a realidade virtual e aumentada. Usando essas luvas, você pode desenhar, digitar num teclado virtual e até atirar teias como o Homem-Aranha. É isso que estou fazendo aqui”, escreveu o empresário, na legenda da imagem. Ele não explicou em que estágio de desenvolvimento está o acessório.

A Oculus já falou em muitas ocasiões sobre seus planos para ultrapassar os controles tradicionais, substituindo botões por gestos e interfaces tangíveis, que fariam trabalho muito melhor de explorar os aspectos únicos da realidade mista. A luva parece reafirmar essa busca, e sua capacidade de leitura individual dos dedos e articulações tornaria até mesmo aparelhos como o Oculus Touch obsoletos.

Zuckerberg explica que a novidade é parte dos experimentos da equipe de desenvolvimento de Michael Abrash, que em 2014 deixou a Valve para se dedicar à parte computacional da realidade virtual. Junto com ele, dezenas de outros especialistas de renome se reuniram na sede da Oculus atraídos pela compra pelo Facebook, mas o grupo se mantém em silêncio sobre seus trabalhos. Daí a importância da publicação.

Não há detalhes sobre os planos da Oculus para as tais luvas, mas é animador constatar que a equipe compreende as limitações impostas por periféricos como o Touch.

Conflito de projetos?

O desenvolvimento de uma luva para realidade virtual pelo time da Oculus coloca em xeque outros projetos desenvolvidos pela empresa. Em 2015, a Oculus comprou a israelense Pebbles Interfaces. A startup havia desenvolvido uma tecnologia para rastreamento do movimentos das mãos a partir dos próprios óculos, através de sensores instalados no corpo do visor. A tecnologia, similar à do sensor Leap Motion e do Kinect, usa um canhão de luz infravermelha para medir a distância de cada pixel.

As primeiras demonstrações pareciam promissoras, como se vê no vídeo abaixo.

A divulgação das luvas, no entanto, parece sugerir uma opção pelo rastreamento ativo dos movimentos das mão, talvez pela liberdade de não precisar mantê-las no campo de visão de alguma câmera. Resta saber se a Oculus conseguirá encontrar uma forma de vender isso ao grande público – algo que empresas como a Dexta Robotics e a Finch vêm tentando fazer há um bom tempo, sem sucesso.

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