Viives Experience quer levar selfies 360 para quem pode e não pode viajar pelo mundo

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da revista Mundo360

Bruna Paese tem 31 anos e é formada em administração de empresas pela Unioeste e tem um MBA em Gestão estratégica de empresas pelo Isae/FGV. Imersa no segmento de inovação, realidade virtual e aumentada, ela resolveu começar 2017 empreendendo mais ostensivamente no setor.

Em julho de 2016, Bruna fundou a Art2.City, empresa que usou a realidade virtual, aumentada e Machine Learning (computadores que aprendem sem intervenção humana) com foco em urbanismo e mercado imobiliário. Naquela circunstância, ela fez consultoria para uma empresa européia e ganhou uma passagem para o velho continente.

O contrato acabou rompido e um novo problema surgiu: Como ela pagaria sua viagem?

A ideia inicial que deu origem à Viives Experience era vender selfie 360 para turistas. “Eu emprestava a câmera, eles logavam nas redes sociais e já postavam. A ideia também contemplava usar as imagens da viagem para levar as filmagens para que idosos em casas de apoio pudessem assistir, sem cobrar nada por isso”, explicou.

Como toda boa ideia, ela acabou crescendo. Bruna Paese percebeu que poderia ter problemas na Europa por configurar a atividade como trabalho.Manteve então o segundo aspecto do projeto: Levar parte da sua viagem para pessoas que não podem viajar.

Vendeu sua câmera DSLR para poder comprar uma 360. Agora está desenvolvendo um app para a Viives, que deve ir ao ar como site incluindo um mapa online em 360 graus.

No mapa será possível ver somente a London Eye ou fazer um tour completo no coração da capital da Inglaterra. Bruna se define como uma entusiasta apaixonada pelas novas tecnologias e acredita na economia colaborativa dentro da inovação.

A revista Mundo360 fez uma entrevista com ela. Confira.

Revista Mundo360: Como surgiu o nome da Viives? Você tem sócios nesta iniciativa?

Bruna Paese: O nome Viives surgiu de um longo período de elaboração. Inicialmente foi pensado para atender o produto para mercado imobiliário da minha startup, tentando buscar um nome que remetesse a viver e moradia. Como eu já tinha adquirido o domínio e pensado na marca e tivemos que trocar o nome, devido a similaridade com a HTC Vive, resolvi que ela tinha tudo a ver com o novo projeto criado.

Aliás, pensando bem, parece que ele nasceu pra isso. Viives Experience, como estou chamando o projeto, é um convite a uma experiência imersiva diferente, uma possibilidade de explorar novos caminhos.

Quando eu lancei a ideia no FB, algumas pessoas se mostraram interessadas em ajudar com o desenvolvimento do aplicativo/site. O Alessandro Straccia, o Hugo Colombini fará o design, o Anderson Sobrinho e o Rafaell Silva serão nossos conselheiros técnicos caso a gente precise, conversei com eles e estamos chamando o acordo de parceria, não sociedade. Mas ó, as coisas já estão acontecendo.

O site oficial já está sendo desenvolvido. E eu acho isso mágico, quando uma ideia é apaixonante e tem propósito as pessoas ajudam e as coisas fluem de uma forma jamais imaginada.

360: Vocês pensaram em parcerias com agências de turismo?

BP: Não tinha pensado inicialmente nisso, mas acho que você me deu uma boa ideia (risos). Mas pensamos em parceria com museus e lugares privados, através de um acordo ou uma sessão paga. Também faremos kit em parceria com alguma empresa de VR, para que pessoas do mundo todo possam se beneficiar do conteúdo criado pela comunidade de uma maneira simples e acessível.

360: Como vai o financiamento da iniciativa?

BP: O financiamento é todo próprio, a viagem, a câmera, o cardboard, o site e a execução do projeto. Iremos precisar de ajuda para divulgar a iniciativa e conseguir voluntários para enviarem seu material ao redor do mundo. Para isso, vamos buscar a ajuda da comunidade de VR e da divulgação orgânica do projeto. Teremos que ser criativo e ativos.

360: Como surgiu sua paixão por VR e 360?

BP: Eu conheci o VR quando o Zuckerberg investiu na Oculus. De alguma forma aquilo me chamou a atenção e comecei a ir atrás para entender o que significava. Logo no começo já fiquei encantada com as possibilidades. Sempre fui daquelas crianças que ficavam se perguntando porque as TVs não eram interativas e não geravam uma experiência que trouxesse uma sensação maior de realidade.

No início de 2016, quando tive a ideia de construir um sistema “tipo o The Sims” para vender imóveis, surgiu a possibilidade de construir isso já em realidade virtual e aumentada. Foi ali que mergulhei de vez nesse universo.

Tenho estudado desde então, hardware, software, games e afins, acompanhado o que tem sido desenvolvido ao redor do mundo. Participo de comunidades com foco no tema e acredito que eu fui picada pelo vírus do VR, aquele que faz a gente querer fazer tudo com VR. Vamos construir algo novo? Claro! Como podemos fazer isso em VR?

360: Por onde você passou antes?

BP: Trabalhei em empresas como Unilever, fui trainee e gerente de contas da GVT, sou consultora de negócios voltada a inovação e sustentabilidade. Também criei uma marca de roupas retrô com a minha irmã, administradora da Vicky & Bardot. Idealizei e hoje sou voluntária de um projeto de empoderamento feminino com consultoria gratuitas para mulheres chamado 300 mulheres.

Tenho uma startup de Realidade Virtual voltada ao mercado imobiliário e urbanismo. Durmo em média 8 horas por dia. Eu juro!

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360: Tem algo que eu não perguntei e você gostaria de falar?

BP: Só que eu amo viajar e juntar tudo isso em um projeto colaborativo de VR tem sido excitante e apaixonante. Obrigada mais uma vez por poder contar essa história.

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