Resident Evil 7 é um game feito para VR com gore; confira nossas 1ªs impressões

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos e da revista Mundo360

Originalmente postado no DJ

[Este texto contém spoilers leves sobre a trama e o funcionamento do jogo. Não falamos do final]

Resident Evil 7 pode ser descrito numa frase significativa: “Keep it simple, stupid” (a sigla KISS ou “mantenha simples, seu estúpido”, numa tradução literal). Ao invés da mudança radical com alma que foi RE4 (2005) ou do jogo de ação que foi Resident Evil 5 (2009), o sétimo capítulo da saga aposta em poucos elementos que vão fazer você se sentir tanto amedrontado quanto intrigado com a trama. E, definitivamente, ele se distancia da maçaroca que foi RE6 (2012), centrado em figuras batidas como Chris Redfield, Jill Valentine e Leon S. Kennedy.

A trama se centra numa mansão abandonada de uma família chamada Baker. Eles desapareceram e o local se transformou na Dulvey Haunted House em Louisiana, no sul dos Estados Unidos. Paralelamente, uma jovem chamada Mia desaparece em 2014.

Você é Ethan Winters, um protagonista sem muita personalidade mas com uma história inteiramente nova. Ethan é casado com Mia e vivia uma relação amorosa até seu desaparecimento. O acontecimento o deixa desconcertado e ele busca a companheira. Uma equipe de documentaristas vai até a casa Dulvey e também desaparece. Neste meio tempo, surge uma fita com uma gravação de Mia que pára nas mãos do herói. Ela suplica que ele vá até o local.

Na casa abandonada, você é atacado por Mia e por Jack Baker, o “pai da família” que se tornou um morto-vivo. A partir daí, o game entra numa constante de um pesadelo que demora a acabar, pelo menos na sua cabeça.

Sabendo todos os mistérios, RE7 pode se terminado em cerca de 10 horas. É um jogo de um dia ou uma semana, no máximo. Embora cause nauseas pela câmera intermitente, que parece muito inspirada no projeto Silent Hills cancelado pela Konami, parece que o game pode ser jogado num intervalo entre 1h30 em 1h30 no modo de realidade virtual. Tome cuidado caso você queira experimentar com o PlayStation VR.

Além da perspectiva inédita em primeira pessoa entre os jogos numerados da série (desconte spin-offs e outros títulos, que já usaram esta mecânica), esqueça a hierarquia dos vilões dos antigos Resident Evil. Os zumbis, que são a família Baker no caso, são muito mais poderosos do que as demais monstruosidades. O tom misterioso e de exploração lembra, em diferentes momentos, Alien: Isolation (2014) – que por um acaso funciona muito bem em realidade virtual. Os recursos são poucos e o foco é a sobrevivência o tempo todo, não a ação. Seu objetivo desde a demo, Beginning Hour, é sair da casa.

Carne podre, sangue e mofo vão infestar a tela do seu PS4, Xbox One ou PC. Portanto, se você quer entrar na onda deste game, esteja pronto para o gore, para a violência brutal que ele representa.

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