Recém-anunciado, o visor Linq promete ser melhor que o Vive e o HoloLens juntos

Por Renato Bazan, colaborador da Mundo360

A realidade virtual e a realidade aumentada são dois conceitos que, no fundo, nos levam a um mesmo ponto de origem: a “realidade mista”. Isole o usuário em um ambiente simulado pelo computador e você terá realidade virtual. Mantenha-o no mundo real e acrescente elementos virtuais aqui e ali e ele estará na realidade aumentada.

Fazer os dois ao mesmo tempo é justamente o que pretende o estúdio Stereolabs, que há pouco mais de uma semana revelou seu visor “Linq”, com direito a vídeo e tudo mais. Confira o material, gravado direto do visor:

Embora ainda esteja nos estágios iniciais de desenvolvimento, o capacete se diferencia de forma fundamental de concorrentes já conhecidos porque mistura a construção mais tradicional do Oculus Rift e do HTC Vive com um par de câmeras estereoscópicas do lado de fora, permitindo que ele forneça uma visão ampla do mundo real. Quem o vestir sentirá pouca diferença entre a visão natural e a simulada, mas terá acesso a todos os truques que visores transparentes como o Magic Leap ou o HoloLens têm dificuldade em projetar.

Não é a primeira vez que uma empresa propõe uma solução assim. Mais para o começo do ano, a start-up Sulon anunciou um aparelho parecido, que conta com a cooperação técnica da AMD, antes de mergulhar em um silêncio preocupante. O Linq, no entanto, parece ter sido revelado em um estágio posterior de desenvolvimento.

Outro fator interessante desse novo desafiante é que ele tem a capacidade de mapear ambientes internos sem a ajuda de sensores alheios, como no caso do Vive. Ele usa apenas a combinação das imagens das câmeras e um algoritmo poderoso de visão computacional para mapear o ambiente. O recurso parece funcionar até mesmo em ambientes externos, desde que bem iluminados.

Em conjunto com a promessa de ter não ter fios em sua versão final, isso significa que o aparelho terá uma enorme vantagem para aplicações de realidade aumentada, tanto pela qualidade da imagem, quanto pela fidelidade da projeção. Forçaria os competidores a buscarem soluções similares, inclusive.

A Stereolabs espera ter os primeiros kits de desenvolvimento prontos já nos primeiros meses de 2017 – essas ainda com fios, e presas ao software inacabado do visor. A versão comercial ficará mais para o final do ano, e ainda não tem preço definido.

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