Finalmente, o Google Earth ganhou sua versão em VR

Por Renato Bazan, colaborador da Mundo360

O aplicativo de navegação de imagens de satélite Google Earth finalmente ganhou sua versão em Realidade Virtual neste fim de semana, depois de meses de demonstrações por parte do time da empresa. Chamado apenas de “Google Earth VR”, o novo software foi programado para o HTC Vive – e não demorou nem um dia para que fosse hackeado para Oculus Rift.

O download pode ser acessado nesta página.

Além dos controles do Vive, o hack do internauta Shockfire7 permite também que usuários controlem a navegação 3D do programa com a versão experimental do Oculus Touch e até o Razer Hydra, ainda que a interface não corresponda aos controles. A solução é baseada nas ferramentas de transposição FakeVive, criada justamente para traduzir os sinais de um aparelho para outro, e foi disponibilizada no Reddit sobre Realidade Virtual.

A razão pela qual o Google não providenciou suporte para o Oculus Rift foi uma questão de “foco”, de acordo com a equipe do Google Earth. “Queremos assegurar que o programa funcione bem em um visor primeiro”, escreveram. A comunidade de desenvolvimento no Reddit, no entanto, não pareceu convencida: dizem que, diante do trabalho hercúleo de traduzir a experiência do Google Earth para a Realidade Virtual, instalar o suporte seria um esforço muito pequeno. A teoria mais mencionada é a de que o estágio experimental do Oculus Touch teria desmotivado um trabalho mais aprofundado no aparelho.

Outra, igualmente plausível, é que a decisão tenha sido baseada no modelo de negócio  que o Google pretende implementar com suas próprias ferramentas de VR – principalmente envolvendo a plataforma Daydream. O Oculus Rift é, afinal, propriedade do Facebook, sua rival número um.

Entendendo o FakeVive

O FakeVive é um arquivo DLL que, quando copiado na pasta do programa-alvo, simula a existência de um visor da HTC para o computador. Ele funciona como um programa paralelo, detectando os pedidos da plataforma OpenVR e traduzindo a linguagem do Oculus Rift para dados idênticos ao do Vive. Ele não modifica nada no programa sobre o qual roda nem no sistema operacional, apenas na comunicação entre eles.

Teoricamente, o mesmo programa poderia ser usado para qualquer aplicativo, desde que mantivesse as linguagens dos dois visores atualizadas. “Isso torna a instalação fácil e faz com que ela continue funcionando mesmo com updates (desde que a linguagem do visor não se torne mais complexa). Por causa da forma como funciona, [esse hack] poderia ser a fundação para destravar o suporte ao Rift em outros títulos da SteamVR que não o aceitam”, escreveu Shockfire7.

O programa é um complemento muito bem vindo para o software LibreVR, que foi lançado meses atrás para fazer com que o HTC Vive se tornasse compatível com os aplicativos do Oculus Rift. O novo hack inclusive saiu da mesma sub-página do Reddit, e adotou uma parte do código do LibreVR para funcionar. Um exemplo fantástico de colaboração entre entusiastas do código aberto.

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