Como o Facebook pretende reinventar a Realidade Virtual com experiências sociais

Por Renato Bazan, colaborador da Mundo360

O Facebook mostrou no dia 6 de outubro que não está para brincadeiras com relação aos seus planos de Realidade Virtual. Diante do auditório com duas mil pessoas do evento Oculus Connect 3, em São Francisco, Mark Zuckerberg revelou a primeira versão de seu projeto de comunicação por meio de VR, e o resultado é FANTÁSTICO. Confira:

Veja o vídeo da apresentação aqui.

O software, chamado simplesmente de “Rooms”, ainda está em fase de protótipo, e permite que múltiplas pessoas convivam num mesmo espaço virtual. Ele oferece mais possibilidades do que concorrentes como o AltSpace e o vTime, no entanto. O fator de diferenciação maior é a profundidade na percepção dos outros usuários: o programa não apenas é capaz de reconhecer expressões faciais com fidelidade impressionante, como também faz um trabalho competente de simular as posições físicas de cada um. O resultado é uma interação que, apesar do visual simplificado, consegue transmitir aquela mesma sensação olho-no-olho de um encontro ao vivo.

Outro fator importante é a incorporação de rastreamento das mãos à experiência. Apesar de estarem trabalhando em um controle por movimento para rivalizar o da HTC, a equipe do Facebook demonstrou um visor experimental, com uma tecnologia chamada “rastreamento ao avesso”, para dar uma melhor ideia do que vem por aí. Ele usa câmeras no próprio corpo dos óculos para enxergar as mãos, e não precisa de fios, ao contrário do modelo atual.

Ao longo da reunião virtual, Zuckerberg não apenas gesticulou de forma precisa para seus parceiros, como fez gestos e manipulou com bastante coordenação uma dezena de objetos diferentes. A demonstração incluiu até um momento de desenho em 3D, sendo o produto final transformado em objeto – algo que deve ter dado calafrios no time do Tilt Brush.

Chama atenção também a vontade de integrar realidade física e realidade virtual demonstrada pelo programa. Além de fazer as firulas tradicionais de um espaço social em VR (como troca de fundos, mini-games, customização de avatares, etc), a proposta do Facebook traz duas novidades à mesa: a projeção de ambientes físicos em torno dos avatares, e a integração de chamadas de video-chat à sala de VR. O mais curioso fica para quem está do lado real da ligação: ao invés de ver pessoas, vê os próprios avatares cartunescos de quem está dentro do ambiente virtual. É uma experiência de integração real-virtual que não se vê todos os dias.

Durante a demo, Zuckerberg explicou que sua empresa tem planos de investir mais US$ 250 milhões em conteúdo de realidade virtual no próximo ano. Esse é o mesmo valor gasto pelo Facebook desde a aquisição da Oculus, em 2014, quando o magnata a comprou por gigantes US$ 2 bilhões. Ele também explicou que está abrindo um fundo de fomento de US$ 10 milhões para projetos que tenham fins educacionais.

O objetivo é atrair o máximo de usuários para a plataforma – algo que tem se provado difícil, seja pelo preço proibitivo dos aparelhos, seja pela demora na popularização do conceito. “Nós devemos todos construir softwares experiências que respeitem a forma como a mente humana funciona e a forma como processamos o mundo”, explicou, ao falar de sua visão para popularizar a plataforma.

Se o produto final for como o apresentado no vídeo aí em cima, dá pra dizer que seus desenvolvedores estão seguindo bem esse conselho.

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